Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
Recém-nascido a termo, sexo masculino, nascido de parto normal sem intercorrências. Ao primeiro exame, foram detectadas lesões vesicopustulosas em região perineal e no tórax. As lesões não apresentavam eritema ao redor, e o recém-nascido estava em bom estado geral. A mãe apresentou duas infecções urinárias tratadas no pré-natal, sendo a última um mês antes do parto. Sorologias maternas negativas. Com 24 horas de vida, o recém-nascido encontrava-se bem, sugando bem ao seio e com duas vesicopústulas na região glútea. As outras haviam rompido, permanecendo descamação em colarete e mancha hipercrômica.A conduta, nesse caso, deve ser:
RN com vesicopústulas sem eritema, bom estado geral, evoluindo para descamação/hipercromia → Melanose Pustulosa Transitória.
A melanose pustulosa transitória neonatal é uma condição benigna e autolimitada, caracterizada por vesicopústulas que evoluem para descamação em colarete e manchas hipercrômicas. É crucial diferenciá-la de infecções graves, como impetigo ou herpes neonatal, pela ausência de sinais sistêmicos e bom estado geral do RN.
A melanose pustulosa transitória neonatal é uma das dermatoses benignas mais comuns em recém-nascidos, afetando principalmente bebês de pele mais escura. É crucial que pediatras e residentes a reconheçam para evitar preocupações desnecessárias e intervenções inadequadas. As lesões são tipicamente vesicopustulosas, sem halo eritematoso, e podem estar presentes ao nascimento ou surgir nas primeiras horas de vida. A evolução característica das lesões é um ponto-chave para o diagnóstico: as pústulas se rompem, deixando um colarete de descamação e, posteriormente, manchas hiperpigmentadas que podem persistir por semanas ou meses. O recém-nascido permanece em bom estado geral, sem febre ou outros sinais de doença sistêmica. O diagnóstico é clínico, e exames complementares geralmente não são necessários, a menos que haja dúvida diagnóstica com outras condições infecciosas. O principal desafio é o diagnóstico diferencial com condições mais graves, como impetigo neonatal (que cursa com eritema e pode ter sinais sistêmicos) ou herpes congênita (que pode apresentar lesões vesiculares agrupadas, febre, letargia e outras manifestações sistêmicas). A história clínica detalhada, o exame físico minucioso e a observação da evolução das lesões são fundamentais. A conduta é expectante, com orientação aos pais sobre a benignidade e autolimitação da condição.
Caracteriza-se por lesões vesicopustulosas que não apresentam eritema ao redor, evoluindo para descamação em colarete e manchas hipercrômicas. O recém-nascido geralmente está em bom estado geral.
A diferenciação se baseia na ausência de sinais de infecção sistêmica, no bom estado geral do bebê e na evolução típica das lesões. Impetigo geralmente tem eritema e pode ter sinais sistêmicos, enquanto herpes congênita pode ter lesões agrupadas e sinais neurológicos.
A conduta é a observação clínica e a orientação aos pais, pois a condição é benigna e autolimitada, não necessitando de tratamento específico.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo