IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2020
Recém-nascido a termo apresenta, ao nascimento, quadro cutâneo caracterizado pela presença de lesões vesicopustulosas localizadas no segmento cefálico, tronco e abdome. Ao se romperem, as lesões formam um colarete descamativo periférico e evoluem com hiperpigmentação discreta e evanescente. A cultura para bactérias, obtida a partir do conteúdo líquido das lesões é negativa e o quadro citológico do mesmo material revela abundância de neutrófilos e debris celulares. A criança apresenta-se em bom estado geral e afebril. O diagnóstico mais provável é:
RN afebril com vesicopústulas que formam colarete descamativo e hiperpigmentação residual → Melanose Pustular Transitória.
A melanose pustular transitória neonatal é uma dermatose benigna e autolimitada do recém-nascido, caracterizada por lesões vesicopustulosas estéreis que evoluem para máculas hiperpigmentadas com colarete descamativo, sem comprometimento do estado geral.
A melanose pustular transitória neonatal é uma dermatose benigna comum, afetando cerca de 5% dos recém-nascidos a termo, especialmente aqueles com pele mais escura. Sua importância clínica reside na necessidade de diferenciá-la de condições infecciosas mais graves, evitando tratamentos desnecessários e ansiedade parental. A fisiopatologia exata não é totalmente compreendida, mas acredita-se ser uma reação inflamatória estéril. O diagnóstico é clínico, baseado na tríade de lesões vesicopustulosas, colarete descamativo e máculas hiperpigmentadas residuais. A ausência de febre e o bom estado geral do neonato são cruciais, e a cultura bacteriana negativa confirma a natureza estéril das pústulas. O tratamento é conservador, pois a condição é autolimitada e benigna. É fundamental tranquilizar os pais sobre a natureza inofensiva das lesões e a resolução espontânea. O prognóstico é excelente, sem complicações a longo prazo, sendo um ponto importante para a prática clínica e provas de residência.
A melanose pustular transitória neonatal manifesta-se com lesões vesicopustulosas ao nascimento, que se rompem formando um colarete descamativo periférico e evoluem para máculas hiperpigmentadas evanescentes.
A diferenciação é feita pela cultura negativa para bactérias, ausência de sinais sistêmicos de infecção (como febre ou mau estado geral) e pelo achado citológico de neutrófilos estéreis e debris celulares.
É uma condição benigna e autolimitada, que não requer tratamento específico. As lesões regridem espontaneamente em dias a semanas, sem sequelas.
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