HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2022
Recém-nascido, sexo feminino, 39 semanas e 4 dias de idade gestacional, nasceu de parto normal com Apgar 9 (1’) e 10 (5’). Peso: 3.270 g sem risco infeccioso. No exame sumário da sala de parto, recém-nascido vigoroso, em bom estado geral, com presença de lesões vesicopustulosas superficiais (figura abaixo), sem outras anormalidades ao exame físico. Com 48 horas, já apresentava algumas lesões com crosta e manchas hiperpigmentadas.Entre as seguintes hipóteses diagnósticas, a mais provável para esse recém-nascido é
Melanose pustular transitória neonatal: pústulas estéreis ao nascimento → crostas/manchas hiperpigmentadas residuais.
A melanose pustular transitória neonatal é uma dermatose benigna e autolimitada, caracterizada por pústulas estéreis presentes ao nascimento que evoluem rapidamente para crostas e máculas hiperpigmentadas residuais. A ausência de sinais de infecção sistêmica e a evolução típica são cruciais para o diagnóstico.
A pele do recém-nascido é um órgão em desenvolvimento, e diversas condições cutâneas benignas podem surgir no período neonatal, gerando preocupação nos pais e desafios diagnósticos para os médicos. A melanose pustular transitória neonatal é uma dessas dermatoses comuns, afetando cerca de 5% dos recém-nascidos, especialmente os de pele mais escura. É crucial reconhecê-la para evitar investigações e tratamentos desnecessários. Clinicamente, a melanose pustular transitória neonatal se manifesta como pústulas superficiais, não eritematosas, que podem estar presentes ao nascimento. Essas pústulas são estéreis e se rompem facilmente, evoluindo para um colarete de escamas e, posteriormente, para máculas hiperpigmentadas que podem persistir por semanas a meses. A localização é variada, podendo afetar face, pescoço, tronco e extremidades. O diagnóstico é clínico, baseado na morfologia das lesões e na evolução. O principal diagnóstico diferencial inclui outras condições pustulosas neonatais, como eritema tóxico neonatal (pústulas em base eritematosa, com eosinófilos), impetigo neonatal (pústulas com base eritematosa, cultura positiva para bactérias), candidíase congênita (lesões mais difusas, cultura positiva para Candida) e foliculite pustular eosinofílica. A ausência de sinais sistêmicos de infecção e a esterilidade das pústulas são pontos-chave para o diagnóstico de melanose pustular transitória. O tratamento é apenas de suporte e tranquilização dos pais.
Caracteriza-se por pústulas superficiais e não eritematosas, presentes ao nascimento, que se rompem facilmente, deixando um colarete de escamas e máculas hiperpigmentadas que desaparecem em semanas ou meses.
O impetigo neonatal é uma infecção bacteriana (geralmente Staphylococcus aureus) com pústulas que podem ser maiores, com base eritematosa, e que geralmente surgem após as primeiras 24-48 horas, podendo estar associadas a sinais sistêmicos. As pústulas da melanose são estéreis.
Não há tratamento específico, pois é uma condição benigna e autolimitada. O manejo consiste em tranquilizar os pais e evitar manipulação excessiva das lesões.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo