CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2019
Qual das condições abaixo apresenta relação com melanoma uveal?
Melanocitose ocular congênita → ↑ risco de melanoma uveal (monitoramento vitalício necessário).
A melanocitose ocular congênita é uma condição caracterizada pelo aumento de melanócitos na úvea, esclera e episclera, sendo um fator de risco clássico para o melanoma uveal.
O melanoma uveal é o tumor intraocular primário mais comum em adultos. Sua patogênese está ligada a fatores genéticos e condições predisponentes como a melanocitose ocular congênita. Esta condição aumenta o risco de malignização em aproximadamente 1 em 400 casos. O reconhecimento clínico da pigmentação escleral profunda é o primeiro passo para o rastreio adequado. Além da melanocitose, outros fatores de risco incluem olhos claros, exposição excessiva à radiação UV e síndromes genéticas como a síndrome do nevo displásico. O diagnóstico precoce é fundamental, pois o melanoma uveal possui alto potencial metastático, principalmente para o fígado, e o tratamento precoce com braquiterapia ou enucleação pode salvar a vida do paciente.
A melanocitose ocular congênita é uma anomalia congênita caracterizada pelo aumento do número de melanócitos na úvea, esclera e episclera. Clinicamente, manifesta-se como uma pigmentação cinza-azulada da esclera que não se move com a conjuntiva. Quando associada à hiperpigmentação da pele periocular na distribuição do nervo trigêmeo, é denominada Nevo de Ota. É um fator de risco importante para o desenvolvimento de melanoma uveal e glaucoma.
A melanocitose ocular congênita envolve tecidos profundos (esclera e úvea) e é um fator de risco para o melanoma uveal (intraocular). Já a melanose primária adquirida (PAM) é uma proliferação de melanócitos no epitélio da conjuntiva, ocorrendo geralmente em adultos brancos, e é o principal precursor do melanoma de conjuntiva (superficial). A distinção é vital para o manejo oncológico correto.
Pacientes com melanocitose ocular congênita devem ser submetidos a exames oftalmológicos anuais ou semestrais para o resto da vida. O foco é a detecção precoce de melanoma uveal através de fundoscopia dilatada e, se necessário, ultrassonografia ocular. Além disso, a pressão intraocular deve ser monitorada, pois há risco aumentado de glaucoma devido à infiltração de melanócitos no ângulo camerular.
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