Melanoma in Situ: Conduta e Ampliação de Margem Cirúrgica

Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP) — Prova 2021

Enunciado

Mulher, 39 anos de idade, foi submetida a biópsia excisional de lesão pigmentada na coxa esquerda. O anatomopatológico evidenciou tratar-se de melanoma in situ. Qual é a melhor conduta?

Alternativas

  1. A) Observação clínica.
  2. B) Ampliação de margem de 0,5 cm.
  3. C) Ampliação de margem de 1,5 cm.
  4. D) Ampliação de margem de 0,5 cm e pesquisa de linfonodo sentinela.
  5. E) Ampliação de margem de 1,5 cm e pesquisa de linfonodo sentinela.

Pérola Clínica

Melanoma in situ → ampliação de margem cirúrgica de 0,5 cm.

Resumo-Chave

O melanoma *in situ* é a forma mais precoce do melanoma, onde as células malignas estão restritas à epiderme, sem invasão da derme. A conduta padrão após a biópsia excisional que confirma o diagnóstico é a ampliação da margem cirúrgica, sendo 0,5 cm a margem recomendada para garantir a remoção completa da lesão. A pesquisa de linfonodo sentinela não é indicada para melanoma *in situ*.

Contexto Educacional

O melanoma *in situ* representa a forma mais precoce e menos agressiva do melanoma, caracterizada pela proliferação de melanócitos atípicos confinados à epiderme, sem evidência de invasão da membrana basal e, consequentemente, da derme. O diagnóstico é histopatológico, geralmente após uma biópsia excisional de uma lesão pigmentada suspeita. A identificação precoce é crucial, pois o melanoma *in situ* tem um excelente prognóstico quando tratado adequadamente, com praticamente 100% de cura. A conduta terapêutica padrão para o melanoma *in situ* é a excisão cirúrgica com ampliação de margens. As diretrizes atuais recomendam uma margem de segurança de 0,5 cm de tecido clinicamente normal ao redor da cicatriz da biópsia inicial. Essa margem é suficiente para garantir a remoção completa da lesão e minimizar o risco de recorrência local, sem a necessidade de margens mais amplas que seriam indicadas para melanomas invasivos. É importante ressaltar que a pesquisa de linfonodo sentinela não é indicada para o melanoma *in situ*, uma vez que não há invasão dérmica e, portanto, risco de metástase linfática. O acompanhamento pós-operatório envolve exames dermatológicos regulares para monitorar a recorrência local e o surgimento de novas lesões, dada a predisposição de pacientes com melanoma a desenvolver outros tumores cutâneos.

Perguntas Frequentes

Qual a margem cirúrgica recomendada para melanoma in situ?

Para melanoma *in situ*, a margem cirúrgica recomendada é de 0,5 cm de tecido clinicamente normal ao redor da cicatriz da biópsia excisional, visando a remoção completa da lesão.

Quando é indicada a pesquisa de linfonodo sentinela no melanoma?

A pesquisa de linfonodo sentinela é indicada para melanomas invasivos com profundidade de Breslow ≥ 0,8 mm ou para melanomas com profundidade entre 0,75 mm e 0,8 mm com características de alto risco, mas não para melanoma *in situ*.

Qual a diferença entre melanoma in situ e melanoma invasivo?

No melanoma *in situ*, as células malignas estão confinadas à epiderme (camada mais superficial da pele), sem invadir a derme. No melanoma invasivo, as células malignas já penetraram na derme, aumentando o risco de metástase.

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