Melanoma In Situ: Margens Cirúrgicas e Conduta Adequada

PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2022

Enunciado

KS, sexo masculino, 45 anos, retorna ao serviço de cirurgia ambulatorial com o resultado do exame histopatológico de cirurgia realizada anteriormente. Segundo a descrição cirúrgica foi ressecado nevo pigmentado, irregular, assimétrico e multicolorido em face, com margem de 1cm. O exame anatomopatológico confirma melanoma com células neoplásicas, confinadas à epiderme e ao epitélio anexial com margens cirúrgicas livres. De acordo com as características da lesão e o exame histopatológico, assinale a alternativa que apresenta uma conduta ERRADA:

Alternativas

  1. A) Deve-se ampliar as margens de segurança.
  2. B) Independentemente do tratamento realizado, o paciente deve ser acompanhado regularmente.
  3. C) Não há indicação para pesquisa de linfonodo sentinela.
  4. D) Não há necessidade de nova intervenção cirúrgica, pelas características histopatológicas.

Pérola Clínica

Melanoma in situ com margens livres → não há indicação para ampliar margens ou biópsia de linfonodo sentinela.

Resumo-Chave

Melanoma in situ é confinado à epiderme, sem invasão dérmica. As margens cirúrgicas recomendadas são menores (geralmente 0.5 cm) e, se já estiverem livres com 1 cm, não há necessidade de reexcisão. A pesquisa de linfonodo sentinela é indicada para melanomas invasivos com Breslow ≥ 0.8 mm ou com ulceração.

Contexto Educacional

O melanoma é um câncer de pele agressivo, e seu diagnóstico precoce é crucial. O melanoma in situ representa o estágio mais inicial da doença, onde as células malignas estão restritas à epiderme, sem invadir a derme. A identificação e o tratamento adequados neste estágio oferecem um prognóstico excelente, com taxas de cura próximas a 100%. A fisiopatologia envolve a proliferação descontrolada de melanócitos atípicos na camada epidérmica. O diagnóstico é feito por biópsia excisional da lesão suspeita, seguida de exame histopatológico. É fundamental que o patologista avalie a profundidade da invasão (índice de Breslow) e a presença de ulceração, pois esses fatores determinam o estadiamento e a conduta subsequente. A suspeita clínica surge de lesões pigmentadas com características de assimetria, bordas irregulares, múltiplas cores e diâmetro maior que 6 mm (regra do ABCDE). O tratamento primário do melanoma in situ é a excisão cirúrgica completa com margens de segurança adequadas, geralmente 0.5 cm. Se as margens estiverem livres, não há necessidade de reexcisão ou de biópsia de linfonodo sentinela, que é reservada para melanomas invasivos. O acompanhamento regular do paciente é sempre indicado para monitorar recidivas ou o surgimento de novas lesões.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para diagnosticar melanoma in situ?

Melanoma in situ é diagnosticado quando as células neoplásicas estão confinadas à epiderme e/ou epitélio anexial, sem evidência de invasão da derme. O diagnóstico é histopatológico.

Qual a margem de segurança recomendada para melanoma in situ?

Para melanoma in situ, a margem de segurança recomendada é de 0.5 cm. Se a lesão já foi ressecada com margens livres e adequadas, não há necessidade de reexcisão.

Quando a biópsia de linfonodo sentinela é indicada no melanoma?

A biópsia de linfonodo sentinela não é indicada para melanoma in situ. Ela é considerada para melanomas invasivos com espessura de Breslow ≥ 0.8 mm ou para melanomas com ulceração, independentemente da espessura.

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