ENARE/ENAMED — Prova 2025
Um homem de 64 anos de idade, saudável, agricultor, apresenta-se no consultório com uma lesão cutânea que ele notou há cerca de 6 meses. A lesão está localizada no dorso da mão direita e tem crescido lentamente. O paciente relata que a área está um pouco dolorosa e pruriginosa. Ao exame físico, observa-se uma lesão de 1,2 cm de diâmetro, de cor acastanhada, bordas irregulares, e com algumas áreas de ulceração, e há linfadenomegalia palpável na axila.Com base na descrição clínica e no exame físico, as melhores propostas diagnóstica e terapêutica para esse paciente são, respectivamente:
Lesão cutânea acastanhada, irregular, ulcerada, crescendo, com linfadenomegalia em idoso exposto ao sol → suspeitar de melanoma maligno.
A descrição clínica de uma lesão cutânea acastanhada, com bordas irregulares, ulceração, crescimento progressivo e linfadenomegalia regional em um paciente idoso com exposição solar crônica (agricultor) é altamente sugestiva de melanoma maligno, que exige excisão cirúrgica ampla e avaliação do linfonodo sentinela.
O melanoma maligno é o tipo mais agressivo de câncer de pele, com alta capacidade de metástase se não diagnosticado e tratado precocemente. Sua incidência tem aumentado globalmente, e a exposição solar crônica, especialmente em indivíduos de pele clara, é um fator de risco bem estabelecido. A apresentação clínica pode variar, mas lesões que mudam de tamanho, forma ou cor, que sangram, coçam ou ulceram, especialmente em áreas expostas ao sol, devem levantar alta suspeita. A regra do ABCDE é uma ferramenta útil para o rastreamento inicial. No caso apresentado, a idade do paciente, sua ocupação (agricultor, indicando exposição solar prolongada), as características da lesão (crescimento lento, acastanhada, bordas irregulares, ulceração) e, crucialmente, a presença de linfadenomegalia axilar palpável, apontam fortemente para um melanoma maligno já com metástase regional. A linfadenomegalia é um sinal de alerta grave, indicando que a doença já se disseminou para os linfonodos, o que impacta diretamente o estadiamento e o prognóstico. O tratamento padrão para melanoma maligno é a excisão cirúrgica ampla da lesão primária, com margens de segurança adequadas, e a avaliação do linfonodo sentinela para determinar a presença de metástases microscópicas. Em casos de linfonodos clinicamente palpáveis ou confirmados como metastáticos, a linfadenectomia terapêutica é indicada. Para residentes, é vital reconhecer os sinais de alerta do melanoma e entender a importância da abordagem multidisciplinar para o diagnóstico precoce e o manejo adequado, que pode incluir terapias adjuvantes como imunoterapia ou terapia-alvo, dependendo do estadiamento.
Os principais fatores de risco incluem exposição excessiva à radiação ultravioleta (solar ou artificial), histórico familiar de melanoma, presença de múltiplos nevos atípicos, pele clara, olhos claros e cabelos claros, e imunossupressão.
As características clínicas que sugerem melanoma são resumidas pela regra do ABCDE: Assimetria, Bordas irregulares, Cores variadas (múltiplos tons de marrom, preto, vermelho, azul), Diâmetro maior que 6mm e Evolução (mudança de tamanho, forma, cor, sangramento, prurido).
A avaliação do linfonodo sentinela é crucial para estadiar a doença e determinar o prognóstico. Se o linfonodo sentinela estiver positivo para células de melanoma, indica que a doença pode ter se espalhado para outros linfonodos ou órgãos, guiando a necessidade de linfadenectomia e terapias adjuvantes.
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