Melanoma Lentigo Maligno: Diagnóstico em Idosos com Lesões Faciais

PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2025

Enunciado

Paciente, sexo feminino, 65 anos de idade, procura o posto de saúde relatando lesão cutânea na região malar esquerda, faz muitos anos. A paciente refere que essa lesão vem aumentando de tamanho nos últimos meses. Nega dor ou outros sintomas associados. Ao exame físico, bom estado geral, corada, presença de lesão cutânea melanocítica na região malar esquerda, plana, medindo 1,5cmx1,0cm e com bordas irregulares.Indique a principal suspeita diagnóstica para essa paciente: 

Alternativas

  1. A) Melanoma lentigo maligno.
  2. B) Melanoma extensivo superficial.
  3. C) Melanoma nodular.
  4. D) Melanoma lentigo acral.

Pérola Clínica

Lesão melanocítica plana, irregular, >1,5cm, em face de idoso com exposição solar crônica → suspeitar Melanoma Lentigo Maligno.

Resumo-Chave

O Melanoma Lentigo Maligno (MLM) é um subtipo de melanoma que ocorre predominantemente em áreas cronicamente expostas ao sol, como a face, em pacientes idosos. Caracteriza-se por uma fase de crescimento radial prolongada, apresentando-se como uma mácula ou placa pigmentada, plana, com bordas irregulares e variações de cor, que cresce lentamente ao longo dos anos.

Contexto Educacional

O melanoma é um câncer de pele agressivo, e sua incidência tem aumentado globalmente. O Melanoma Lentigo Maligno (MLM) representa uma forma particular, que se desenvolve em pele cronicamente danificada pelo sol, sendo mais comum em idosos. O reconhecimento precoce é vital para um bom prognóstico, pois o atraso no diagnóstico pode levar à progressão da doença. O MLM inicia-se como uma lesão in situ (lentigo maligno), que pode permanecer assim por anos ou décadas antes de invadir a derme. A fisiopatologia envolve a proliferação atípica de melanócitos na junção dermoepidérmica. A suspeita diagnóstica deve surgir diante de lesões pigmentadas assimétricas, com bordas irregulares, múltiplas cores e diâmetro superior a 6mm em áreas fotoexpostas de pacientes idosos, especialmente na face. O diagnóstico definitivo é histopatológico, obtido por biópsia excisional ou incisional. O tratamento primário é a excisão cirúrgica com margens adequadas. Para lesões extensas ou em locais de difícil ressecção, outras modalidades como radioterapia ou terapias tópicas podem ser consideradas. A vigilância é essencial devido ao risco de recorrência e à possibilidade de progressão para a forma invasiva.

Perguntas Frequentes

Quais são as características clínicas do Melanoma Lentigo Maligno?

O Melanoma Lentigo Maligno geralmente se apresenta como uma mácula ou placa pigmentada, plana, de crescimento lento, com bordas irregulares e variações de cor, localizada em áreas de exposição solar crônica, como a face e o pescoço.

Qual a importância do diagnóstico precoce do Lentigo Maligno?

O diagnóstico precoce é crucial porque, em sua fase in situ (lentigo maligno), a lesão pode ser tratada com sucesso. Se progredir para melanoma lentigo maligno invasivo, o prognóstico piora significativamente devido ao risco de metástase.

Como diferenciar o Lentigo Maligno de outras lesões pigmentadas benignas?

A dermatoscopia é fundamental para diferenciar o Lentigo Maligno de lentigos solares ou queratoses seborreicas. Sinais como assimetria, bordas irregulares, múltiplas cores e estruturas atípicas são indicativos de malignidade e requerem biópsia.

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