Manejo e Diagnóstico do Melanoma de Íris

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2015

Enunciado

Assinale a alternativa que foi determinante na indicação do tratamento realizado (Figura B) na lesão da íris abaixo (Figura A):

Alternativas

  1. A) Apelo estético do paciente
  2. B) Hiperemia vascular adjacente à lesão
  3. C) Tipo de coloração da lesão
  4. D) Crescimento da lesão documentado por fotografia e ultrassonografia biomicroscópica

Pérola Clínica

Crescimento documentado (foto/UBM) = Principal critério de malignidade em lesões melanocíticas da íris.

Resumo-Chave

O manejo de lesões pigmentadas na íris baseia-se na observação. A documentação fotográfica e por UBM é essencial para detectar crescimento, o que define a necessidade de tratamento.

Contexto Educacional

O melanoma de íris é o tipo mais comum de melanoma uveal, porém apresenta o melhor prognóstico, com baixas taxas de metástase (cerca de 3-5%). A maioria das lesões melanocíticas da íris são nevos que permanecem estáveis. A diferenciação clínica entre um nevo grande e um melanoma pequeno é desafiadora, por isso a conduta inicial padrão é a observação seriada com fotografias de alta resolução e UBM. A estabilidade documental é o maior indicador de benignidade, enquanto qualquer alteração em tamanho, vascularização ou arquitetura pupilar exige intervenção imediata.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de alerta para melanoma em uma lesão de íris?

Os sinais de alerta, frequentemente resumidos pelo mnemônico ABCDEF (Age, Blood, Color, Diffuse, Ectropion, Feeder vessels), incluem: idade jovem ao diagnóstico, presença de hifema (sangue), coloração variada, configuração difusa, ectrópio uveal, vasos nutridores e, crucialmente, o crescimento documentado. A invasão do ângulo da câmara anterior, evidenciada por aumento da pressão intraocular secundária, também é um forte indicador de malignidade. Lesões com mais de 3mm de diâmetro ou 1mm de espessura aumentam a suspeição clínica.

Qual o papel da Ultrassonografia Biomicroscópica (UBM) no tumor de íris?

A UBM é uma ferramenta indispensável na oncologia ocular de segmento anterior. Ela utiliza transdutores de alta frequência (35-50 MHz) que permitem a visualização detalhada de estruturas atrás da íris, como os processos ciliares, que não são visíveis ao exame de lâmpada de fenda. A UBM permite medir com precisão a espessura da lesão, avaliar a extensão para o corpo ciliar e o ângulo iridocorneano, além de diferenciar lesões sólidas de cistos de íris, sendo fundamental para o monitoramento objetivo do crescimento.

Como é feito o tratamento do melanoma de íris?

O tratamento é indicado quando há evidência de crescimento ou complicações como glaucoma secundário. As opções variam conforme o tamanho e localização. Para lesões pequenas e localizadas, a iridectomia ou iridociclectomia (se houver envolvimento do corpo ciliar) pode ser curativa. A braquiterapia de placa epiescleral é uma alternativa eficaz para tumores maiores ou quando a cirurgia excisional é arriscada. Em casos raros de melanoma difuso com glaucoma incontrolável ou extensão extraocular massiva, a enucleação pode ser necessária.

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