CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2016
Assinale a alternativa correta:
Íris clara + melanocitose oculodérmica + NF1 = ↑ Risco de melanoma de íris.
O melanoma de íris está associado a fenótipos de baixa pigmentação e condições genéticas como NF1, exigindo diferenciação rigorosa de nevos benignos.
O melanoma de íris é o tumor maligno primário mais comum da íris, embora seja menos frequente que o melanoma de coroide. Ele se origina dos melanócitos do estroma iriano. A identificação precoce é crucial, pois, apesar de ter um comportamento menos agressivo que os melanomas do trato uveal posterior, pode levar à perda visual e glaucoma. Fatores como a melanocitose oculodérmica representam um aumento significativo no risco relativo de desenvolvimento de tumores uveais. Na prática clínica, qualquer lesão pigmentada da íris que apresente crescimento, alteração da arquitetura pupilar ou aumento da pressão intraocular deve ser referenciada para um especialista em oncologia ocular para avaliação com ultrassonografia biomicroscópica (UBM) e acompanhamento rigoroso.
Os principais fatores de risco incluem pacientes com íris pouco pigmentadas (olhos claros), presença de melanocitose oculodérmica (Nevo de Ota) e portadores de Neurofibromatose tipo 1 (NF1). Essas condições aumentam a predisposição genética e fenotípica para o desenvolvimento de neoplasias melanocíticas no trato uveal anterior.
Embora o diagnóstico definitivo seja histopatológico, clinicamente o melanoma tende a apresentar crescimento documentado, vascularização própria, maior espessura e pode causar glaucoma secundário. Diferente do que algumas questões sugerem, nevos também podem causar ectrópio uveae e distorção pupilar, mas o melanoma o faz com maior agressividade e progressão.
Melanomas uveais compostos predominantemente por células fusiformes (tipo A e B) geralmente apresentam um prognóstico melhor em comparação com melanomas de células epitelióides ou mistos. As células epitelióides são marcadores de maior agressividade biológica e maior potencial de metástase sistêmica, especialmente para o fígado.
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