Lesão Pigmentada Suspeita: Abordagem e Diagnóstico

SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2022

Enunciado

Mulher, 52 anos, procura a Unidade Básica de Saúde, por apresentar lesão pigmentada assintomática em membro inferior, percebida há 8 meses (figura). A lesão possui 0.9 cm de diâmetro e está localizada na região lateral da coxa direita.Conferir figura correspondente com melhor resolução no anexo (FIGURA 3)Em relação ao próximo passo na abordagem da lesão em questão, marque a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Encaminhar para cirurgião para realizar excisão com margens de 1 cm.
  2. B) Acompanhar clinicamente a lesão com foto e visitas periódicas semestrais.
  3. C) Encaminhar para dermatologista para realizar dermatoscopia e biópsia excisional.
  4. D) Realizar biópsia incisional na própria unidade básica para elucidação diagnóstica.

Pérola Clínica

Lesão pigmentada suspeita (ABCDE+) → dermatoscopia + biópsia excisional para diagnóstico definitivo.

Resumo-Chave

Uma lesão pigmentada nova ou em mudança, especialmente em um adulto de 52 anos, deve levantar a suspeita de melanoma. A regra ABCDE (Assimetria, Bordas irregulares, Cores variadas, Diâmetro > 6mm, Evolução) é uma ferramenta útil. O próximo passo é a avaliação especializada com dermatoscopia e, se suspeita, biópsia excisional para diagnóstico histopatológico definitivo.

Contexto Educacional

O melanoma é o tipo mais agressivo de câncer de pele, com alta capacidade metastática se não diagnosticado e tratado precocemente. A identificação de lesões pigmentadas suspeitas é uma habilidade crucial para médicos de todas as especialidades, especialmente na atenção primária. A incidência de melanoma tem aumentado globalmente, tornando o rastreamento e a educação sobre autoexame e fatores de risco (exposição solar, histórico familiar) de extrema importância. O diagnóstico de melanoma baseia-se na avaliação clínica, dermatoscopia e, finalmente, no exame histopatológico da lesão. A regra ABCDE é uma ferramenta prática para triagem inicial. Uma lesão que apresenta assimetria, bordas irregulares, múltiplas cores, diâmetro superior a 6mm ou que está em evolução (mudando) deve levantar forte suspeita. A dermatoscopia, realizada por um dermatologista, permite uma análise mais detalhada das características microscópicas da lesão, aumentando a sensibilidade e especificidade do diagnóstico. O próximo passo após a suspeita clínica e dermatoscópica é a biópsia. A biópsia excisional, que remove toda a lesão com uma pequena margem de segurança, é o método preferencial para lesões suspeitas de melanoma, pois permite a determinação da profundidade de Breslow, um dos fatores prognósticos mais importantes. O encaminhamento rápido ao dermatologista é fundamental para um diagnóstico e tratamento oportunos, impactando diretamente o prognóstico do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios da regra ABCDE para suspeita de melanoma?

A regra ABCDE avalia Assimetria (metades diferentes), Bordas irregulares (serrilhadas, mal definidas), Cores variadas (tons de marrom, preto, azul, vermelho), Diâmetro maior que 6 mm e Evolução (mudança de tamanho, forma, cor ou sintomas). A presença de qualquer um desses sinais aumenta a suspeita de melanoma.

Qual o papel da dermatoscopia no diagnóstico de lesões pigmentadas?

A dermatoscopia é uma técnica não invasiva que permite a visualização de estruturas subsuperficiais da pele não visíveis a olho nu. Ela aumenta significativamente a acurácia diagnóstica de lesões pigmentadas, auxiliando o dermatologista a diferenciar lesões benignas de malignas, como o melanoma.

Por que a biópsia excisional é preferível à incisional para lesões suspeitas de melanoma?

A biópsia excisional (remoção completa da lesão com margem de segurança) é preferível porque permite a avaliação histopatológica completa da lesão, incluindo a profundidade de Breslow, que é crucial para o estadiamento e planejamento do tratamento do melanoma. A biópsia incisional pode subestimar a profundidade e dificultar a conduta subsequente.

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