SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024
Mulher, 34 anos, apresentou dermatoscopia de biópsia excisional com margens exíguas de lesão sugestiva de melanoma no membro superior. O exame anatomopatológico evidenciou um melanoma com espessura de 1,5 mm. Analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa que indica a melhor conduta complementar: I. Apenas pesquisa de Linfonodo sentinela sem ampliação de margem. II. Ampliação de margem de 1 a 2 cm acompanhada de pesquisa de Linfonodo sentinela. III. Quimioterapia.
Melanoma Breslow > 0,8 mm ou < 0,8 mm com ulceração → Ampliação de margem + Pesquisa de Linfonodo Sentinela.
Para melanomas com espessura de Breslow entre 1,01 e 2,0 mm, a recomendação padrão é a ampliação de margem para 1-2 cm e a realização da biópsia do linfonodo sentinela (BLS).
O manejo do melanoma baseia-se primordialmente na espessura de Breslow, que é o fator prognóstico isolado mais importante. Após a biópsia excisional diagnóstica, o tratamento definitivo envolve a ampliação das margens cirúrgicas para reduzir a recorrência local. A pesquisa do linfonodo sentinela é fundamental para o estadiamento N, permitindo identificar metástases microscópicas que não seriam detectadas ao exame físico. A assertiva II reflete as diretrizes atuais do NCCN e do Consenso Brasileiro de Melanoma para lesões de espessura intermediária.
A pesquisa de linfonodo sentinela (BLS) é indicada para pacientes com melanoma cutâneo sem evidência clínica de metástase linfonodal (N0) que apresentam espessura de Breslow > 1,0 mm. Também deve ser considerada em lesões 'finas' (0,8 a 1,0 mm) se houver fatores de risco como ulceração ou índice mitótico elevado. O objetivo é o estadiamento regional preciso para guiar terapias adjuvantes.
As margens dependem da espessura: Melanoma in situ requer 0,5 cm; Breslow ≤ 1,0 mm requer 1 cm; Breslow entre 1,01 e 2,0 mm requer 1 a 2 cm; e Breslow > 2,0 mm requer 2 cm. No caso da paciente com 1,5 mm, a margem de 1 a 2 cm é a conduta correta para garantir o controle local da doença.
Atualmente, a quimioterapia citotóxica clássica tem papel muito limitado no melanoma. Para estágios avançados (III ou IV), a preferência é por imunoterapia (anti-PD-1) ou terapia alvo (BRAF/MEK). No estágio II (doença localizada mas de alto risco), estudos recentes avaliam a imunoterapia adjuvante, mas a quimioterapia não é a conduta padrão complementar imediata após a biópsia excisional.
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