IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020
Sobre o melanoma cutâneo, assinale a alternativa incorreta:
Melanoma lentiginoso-acral é mais comum em indivíduos de pele escura e regiões acrais, não em pele clara.
O melanoma lentiginoso-acral é um subtipo de melanoma que se manifesta principalmente nas palmas das mãos, plantas dos pés e leitos ungueais. Diferente de outros tipos de melanoma, sua incidência não está fortemente ligada à exposição solar e é o tipo mais comum em indivíduos de pele escura (asiáticos, africanos) e, paradoxalmente, em áreas acrais de indivíduos de pele clara, mas não é o mais comum em indivíduos de pele clara em geral. A regra do ABCDE e o índice de Breslow são ferramentas cruciais para diagnóstico e prognóstico de melanoma cutâneo.
O melanoma cutâneo é uma neoplasia maligna originária dos melanócitos, células responsáveis pela produção de pigmento na pele. Embora menos comum que outros cânceres de pele, é o mais agressivo devido ao seu alto potencial metastático. O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento, e o conhecimento de seus fatores de risco e características clínicas é indispensável para todos os profissionais de saúde. A avaliação de lesões pigmentadas suspeitas é guiada pela regra mnemônica do ABCDE (Assimetria, Bordas irregulares, Cores variadas, Diâmetro >6mm, Evolução). Além disso, a história clínica e a presença de fatores de risco, como a síndrome do nevo displásico e a predisposição genética, são cruciais. O diagnóstico definitivo é histopatológico, e o Índice de Breslow, que mede a profundidade da invasão tumoral, é o principal fator prognóstico, influenciando diretamente o estadiamento e a conduta terapêutica. Existem diferentes subtipos histológicos de melanoma, cada um com características epidemiológicas e clínicas distintas. O melanoma lentiginoso-acral, por exemplo, é mais prevalente em indivíduos de pele escura e se manifesta em regiões acrais (palmas, plantas, unhas), não sendo primariamente associado à exposição solar. Residentes devem estar aptos a reconhecer as particularidades de cada tipo, realizar o exame da pele de forma sistemática e encaminhar lesões suspeitas para avaliação especializada, garantindo o diagnóstico e manejo adequados do melanoma cutâneo.
Os principais fatores de risco incluem exposição excessiva à radiação ultravioleta (solar ou artificial), histórico de queimaduras solares graves, múltiplos nevos atípicos ou displásicos, síndrome do nevo displásico, pele clara, olhos claros, cabelos loiros/ruivos e histórico familiar de melanoma.
O Índice de Breslow mede a espessura vertical do melanoma em milímetros, da camada granulosa da epiderme até a célula tumoral mais profunda. É o fator prognóstico mais importante para o melanoma cutâneo primário, correlacionando-se diretamente com o risco de metástase e sobrevida.
Os tipos mais comuns são: Melanoma de Disseminação Superficial (mais comum em caucasianos, associado à exposição solar intermitente), Melanoma Nodular (crescimento vertical rápido, pior prognóstico), Lentigo Maligno Melanoma (em áreas cronicamente expostas ao sol, em idosos) e Melanoma Lentiginoso-Acral (palmas, plantas, leitos ungueais, mais comum em pele escura).
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