UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2022
Diante de uma lesão suspeita de melanoma cutâneo, a conduta inicial CORRETA é:
Lesão suspeita de melanoma → Biópsia excisional com margens exíguas (1-3 mm).
A biópsia excisional com margens exíguas é a conduta inicial preferencial para lesões suspeitas de melanoma, pois permite a análise histopatológica completa da lesão, incluindo a profundidade de Breslow, essencial para o estadiamento e planejamento terapêutico.
O melanoma cutâneo é um câncer de pele agressivo, cuja incidência tem aumentado globalmente. O diagnóstico precoce e a conduta inicial correta são cruciais para o prognóstico do paciente. A suspeita clínica de melanoma é frequentemente baseada na regra do ABCDE (Assimetria, Bordas irregulares, Cores variadas, Diâmetro > 6mm, Evolução). Uma vez que uma lesão é suspeita de melanoma, a biópsia é indispensável para o diagnóstico histopatológico. A técnica de biópsia preferencial é a excisional com margens exíguas (1 a 3 mm). Esta abordagem permite a remoção completa da lesão e a avaliação de todos os parâmetros histopatológicos, especialmente a profundidade de Breslow, que é o principal fator prognóstico e determinante para o estadiamento e as margens de segurança na cirurgia definitiva. É um erro comum realizar biópsias incisionais (punch ou wedge) ou por shaving em lesões suspeitas de melanoma, pois essas técnicas podem não capturar a profundidade máxima da lesão, resultando em um estadiamento impreciso e um plano de tratamento inadequado. A biópsia excisional com margens exíguas garante a informação mais completa para guiar as próximas etapas do manejo do paciente com melanoma.
A biópsia excisional permite a remoção completa da lesão e a avaliação histopatológica detalhada, incluindo a profundidade de Breslow, que é o fator prognóstico mais importante para o melanoma.
Margens exíguas (1-3 mm) são suficientes para remover a lesão suspeita sem causar grande deformidade, preservando tecido para uma reexcisão mais ampla com margens definitivas, se o diagnóstico for confirmado.
Essas biópsias podem não amostrar a parte mais profunda da lesão, levando a uma subestimação da profundidade de Breslow e, consequentemente, a um estadiamento incorreto e planejamento terapêutico inadequado.
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