PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2025
Paciente, sexo feminino, 65 anos de idade, procura o posto de saúde relatando lesão cutânea na região malar esquerda, faz muitos anos. A paciente refere que essa lesão vem aumentando de tamanho nos últimos meses. Nega dor ou outros sintomas associados. Ao exame físico, bom estado geral, corada, presença de lesão cutânea melanocítica na região malar esquerda, plana, medindo 1,5cmx1,0cm e com bordas irregulares.Indique a conduta mais adequada nesse momento:
Suspeita de Melanoma → Biópsia EXCISIONAL com margens de 1-3mm para avaliação do Breslow.
A biópsia excisional é o padrão-ouro para lesões melanocíticas suspeitas, pois permite a análise de toda a arquitetura da lesão e a medida precisa da profundidade de invasão.
O melanoma cutâneo, especialmente o subtipo Lentigo Maligna comum em idosos e áreas fotoexpostas como a região malar, apresenta-se como lesões maculares com bordas irregulares e variação de cores. O diagnóstico precoce é fundamental, baseando-se nos critérios ABCDE (Assimetria, Bordas, Cores, Diâmetro > 6mm e Evolução). A biópsia excisional com margens estreitas (1 a 3 mm) é a técnica preferencial. Ela garante que o patologista examine a lesão em sua totalidade, permitindo diferenciar um melanoma in situ de um invasivo. Após a confirmação histopatológica e determinação do Breslow, procede-se à ampliação de margens definitiva, que varia de 0,5cm (in situ) a 2cm (Breslow > 2mm).
A biópsia incisional (como o punch) é reservada apenas para lesões muito extensas, localizadas em áreas anatomicamente críticas (como face, orelha ou extremidades distais) onde a excisão completa inicial causaria grande deformidade ou prejuízo funcional.
O Índice de Breslow mede a espessura vertical do tumor em milímetros a partir da camada granulosa. É o fator prognóstico isolado mais importante no melanoma cutâneo localizado, determinando a margem da ampliação cirúrgica definitiva e a indicação de pesquisa de linfonodo sentinela.
A biópsia por raspagem (shaving) remove apenas a porção superficial da pele. Se a lesão for um melanoma invasivo, o patologista não conseguirá avaliar a base do tumor, impossibilitando a determinação da profundidade real (Breslow) e comprometendo o estadiamento e tratamento do paciente.
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