UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2022
Paciente masculino, de 56 anos, consultou por lesão de pele no dorso (imagem abaixo) que já vinha sendo observada há muitos anos, mas que, nos últimos meses, apresentou crescimento e mudança de cor. Negou prurido ou sangramento. Não tinha histórico pessoal ou familiar de melanoma. O maior diâmetro da lesão é de 8 mm. Diante desse quadro clínico, qual a conduta mais adequada?
Lesão suspeita de melanoma (8mm, crescimento, mudança de cor) → biópsia excisional com margem de 1-2 mm.
Diante de uma lesão de pele com características suspeitas para melanoma (crescimento, mudança de cor, diâmetro > 6mm, assimetria, bordas irregulares - regra ABCDE), a conduta mais adequada é a biópsia excisional. Esta permite a remoção completa da lesão com uma pequena margem de segurança (1-2 mm) para análise histopatológica, que é essencial para o estadiamento e planejamento do tratamento.
O melanoma cutâneo é o tipo mais agressivo de câncer de pele, com alta capacidade metastática se não diagnosticado e tratado precocemente. A identificação de lesões suspeitas e a conduta diagnóstica adequada são de extrema importância na prática clínica, sendo um tema frequentemente abordado em exames de residência. A suspeita de melanoma é levantada por características clínicas como assimetria, bordas irregulares, múltiplas cores, diâmetro maior que 6mm e, principalmente, a evolução (mudança recente de tamanho, forma, cor ou surgimento de sintomas). A dermatoscopia é uma ferramenta valiosa para auxiliar na avaliação. Diante de uma forte suspeita, a biópsia excisional é a conduta de escolha. A biópsia excisional consiste na remoção completa da lesão com uma pequena margem de pele sã (1-2 mm) para análise histopatológica. Este procedimento permite a determinação da espessura de Breslow, que é o principal fator prognóstico e guia para a margem de segurança da excisão definitiva. Biópsias incisionais (punch, shave) são geralmente desaconselhadas para lesões suspeitas de melanoma que podem ser excisadas, pois podem comprometer a avaliação histopatológica completa e o estadiamento preciso.
A regra ABCDE auxilia na identificação de lesões suspeitas: A (Assimetria), B (Bordas irregulares), C (Cores variadas), D (Diâmetro > 6mm) e E (Evolução, ou seja, mudança de tamanho, forma, cor ou sintomas).
A biópsia excisional permite a remoção completa da lesão e a avaliação histopatológica de toda a sua extensão, incluindo a espessura de Breslow, que é o fator prognóstico mais importante. Isso evita a subestimação da profundidade e facilita o planejamento terapêutico subsequente.
Uma margem de segurança de 1-2 mm na biópsia excisional é crucial para garantir a remoção completa da lesão e reduzir o risco de recorrência local. A margem definitiva para a excisão terapêutica dependerá do resultado histopatológico e da espessura de Breslow.
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