CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2011
Geralmente os melanomas de coroide:
Melanoma de coroide → Descolamento de retina exsudativo (não regmatogênico).
O crescimento tumoral e a quebra da barreira hemato-retiniana externa levam ao acúmulo de fluido sub-retiniano, causando descolamento exsudativo.
O melanoma de coroide é o tumor intraocular primário mais comum em adultos. Sua patogênese envolve a proliferação maligna de melanócitos uveais. O descolamento de retina associado é do tipo exsudativo (não regmatogênico), ocorrendo porque o tumor altera a arquitetura do EPR e a permeabilidade vascular, permitindo que o fluido da coróide passe para o espaço sub-retiniano sem que haja um rasgo (rotura) na retina. O diagnóstico diferencial inclui nevo de coroide, metástases coroidianas e hemangiomas. O mnemônico 'To Find Small Ocular Melanoma' (TFSOM) ajuda a identificar lesões de risco: Espessura > 2mm, Fluido sub-retiniano, Sintomas, Pigmento alaranjado (Orange) e Margem próxima ao disco óptico.
Os sinais clássicos incluem uma massa coroidiana elevada, geralmente pigmentada (mas pode ser amelanótica), com formato cupuliforme ou em 'cogumelo' (quando rompe a membrana de Bruch). Um achado muito característico é a presença de pigmento alaranjado na superfície da lesão, que corresponde a depósitos de lipofuscina no nível do epitélio pigmentado da retina (EPR). Além disso, a presença de fluido sub-retiniano (descolamento exsudativo) é comum.
Não, o melanoma de coroide é tipicamente indolor em seus estágios iniciais e intermediários. A dor só ocorre em fases muito avançadas, geralmente devido ao desenvolvimento de glaucoma neovascular secundário, inflamação intraocular grave (necrose tumoral) ou, raramente, por invasão direta de nervos ciliares ou expansão extraocular maciça. A maioria dos pacientes é assintomática ou refere apenas baixa visual ou fotopsias.
A ultrassonografia ocular modo B é essencial para o diagnóstico. O melanoma de coroide apresenta características acústicas típicas: baixa a média refletividade interna, atenuação sonora (escavação coroidiana) e, por vezes, pulsação vascular interna. A medida da altura e do diâmetro da base pelo ultrassom é fundamental para o planejamento terapêutico, seja ele braquiterapia, ressecção ou enucleação.
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