CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2014
Qual a principal suspeita para a lesão mostrada na retinografia?
Lesão pigmentada elevada + Líquido sub-retiniano → Suspeitar de Melanoma de Coroide.
O melanoma de coroide é o tumor intraocular primário maligno mais comum em adultos, apresentando-se frequentemente como uma massa pigmentada em forma de domo ou cogumelo.
O melanoma uveal, especificamente o de coroide, origina-se dos melanócitos do trato uveal. Embora possa ser assintomático e descoberto em exames de rotina, pode causar baixa visual, fotopsias ou defeitos no campo visual. A disseminação é predominantemente hematogênica, com o fígado sendo o sítio metastático mais comum. A diferenciação entre um nevo de coroide benigno e um melanoma inicial é o maior desafio clínico. O uso de tecnologias como a Tomografia de Coerência Óptica (OCT) auxilia na detecção de fluido sub-retiniano precoce, enquanto a ecografia confirma a natureza sólida e a vascularização interna do tumor. O prognóstico sistêmico depende de fatores genéticos, como a monossomia do cromossomo 3.
Os sinais de alerta (mnemônico TFSOM) incluem: Espessura > 2mm, Fluido sub-retiniano, Sintomas visuais, Pigmento alaranjado (lipofuscina) e Margem da lesão próxima ao disco óptico.
A ultrassonografia ocular (modos A e B) é essencial. No modo B, observa-se uma massa sólida com escavação de coroide; no modo A, observa-se baixa a média refletividade interna com decréscimo regular (ângulo de Kappa).
O tratamento depende do tamanho e localização do tumor, variando desde braquiterapia (placas de Iodo-125 ou Rutênio-106) para tumores pequenos/médios até enucleação para tumores grandes ou com invasão do nervo óptico.
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