CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2012
Com relação ao melanoma de conjuntiva, é correto afirmar:
Melanoma em carúncula ou fundo de saco = ↑ risco de metástase e pior prognóstico.
O melanoma de conjuntiva é uma neoplasia maligna rara, mas agressiva, cujo prognóstico é fortemente influenciado pela localização anatômica da lesão.
O melanoma conjuntival representa cerca de 2-5% de todos os tumores malignos oculares. Diferente do melanoma uveal, ele dissemina-se principalmente por via linfática para os linfonodos pré-auriculares e submandibulares. A espessura do tumor (Breslow adaptado) e a localização são os preditores mais importantes de sobrevida. O tratamento padrão envolve a excisão cirúrgica ampla associada a terapias adjuvantes como crioterapia, braquiterapia ou quimioterapia tópica (mitomicina C ou interferon alfa-2b) para tratar a doença residual ou PAM associada.
Tumores localizados na conjuntiva não bulbar, especificamente na carúncula, fundo de saco (fórnix) e conjuntiva palpebral, apresentam um prognóstico significativamente pior e maior taxa de mortalidade em comparação com lesões restritas à conjuntiva bulbar limbar.
A maioria dos melanomas de conjuntiva (cerca de 75%) origina-se de uma Melanose Adquirida Primária (PAM) com atipia celular. Aproximadamente 20% surgem de nevos pré-existentes e uma pequena porcentagem surge 'de novo' (sem lesão precursora visível).
A conduta preferencial é a biópsia excisional utilizando a técnica 'no-touch'. Isso envolve a remoção da lesão com margens de segurança (geralmente 2-4 mm) e crioterapia nas margens, evitando a manipulação direta do tumor para reduzir o risco de disseminação iatrogênica de células neoplásicas.
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