CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2023
Paciente com lesão enegrecida conjuntival no fundo de saco inferior, cuja biópsia detectou células com atipia nuclear repleta de grânulos de melanina; e exame de imagem por ressonância magnética que identifica invasão do espaço extraconal inferior até o equador do olho Qual a melhor opção terapêutica?
Melanoma conjuntival com invasão orbitária (extraconal) → Exenteração + Pesquisa de linfonodo sentinela.
Casos avançados de melanoma conjuntival com invasão de estruturas orbitárias profundas exigem tratamento radical (exenteração) e investigação de metástases linfonodais.
O melanoma de conjuntiva é uma neoplasia maligna rara, mas potencialmente fatal, que pode surgir de novo, de um nevo pré-existente ou de uma melanose adquirida primária (PAM) com atipia. O manejo inicial de lesões suspeitas deve seguir a técnica 'no touch' para evitar semeadura tumoral. Quando há invasão orbitária demonstrada por RM, como no caso descrito, a sobrevida do paciente depende do controle oncológico agressivo, sendo a exenteração a conduta padrão ouro.
A exenteração orbitária é indicada quando o melanoma conjuntival apresenta invasão profunda da órbita (espaço extraconal ou intraconal), envolvimento extenso dos tecidos moles orbitários ou quando não é possível obter margens livres com cirurgia conservadora. É um procedimento radical que visa o controle local da doença agressiva.
O melanoma de conjuntiva tem uma propensão significativa para disseminação linfática (linfonodos pré-auriculares e submandibulares). A biópsia de linfonodo sentinela ajuda no estadiamento preciso, identificando micrometástases em pacientes sem linfonodopatia clinicamente evidente, o que influencia o prognóstico e a terapia adjuvante.
Os principais fatores incluem a espessura do tumor (Breslow), a localização (tumores de fundo de saco e carúncula têm pior prognóstico), o envolvimento de margens cirúrgicas e a presença de invasão orbitária ou metástases linfonodais no momento do diagnóstico.
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