HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2023
O tipo histológico de tumor anal que não deve ser tratado primariamente por quimiorradiação é o
Melanoma anal = tratamento primário cirúrgico; outros tumores anais (epidermoide, basaloide) = quimiorradiação.
O melanoma anal é um tumor raro e agressivo que, diferentemente do carcinoma epidermoide (o tipo mais comum), não responde bem à quimiorradiação e tem como tratamento primário a ressecção cirúrgica.
Os tumores anais representam um grupo heterogêneo de neoplasias que surgem na região do canal anal e margem anal. O tipo histológico mais comum é o carcinoma epidermoide (ou de células escamosas), que responde muito bem à quimiorradiação. No entanto, é crucial para residentes e profissionais de saúde reconhecer que nem todos os tumores anais seguem a mesma abordagem terapêutica, sendo o melanoma anal uma exceção notável. O carcinoma epidermoide anal, o carcinoma basaloide e o carcinoma cloacogênico (que são variantes do epidermoide) são tipicamente tratados com quimiorradiação concomitante como terapia primária. Este regime, conhecido como protocolo de Nigro, demonstrou alta taxa de cura e preservação do esfíncter, evitando a necessidade de colostomia permanente na maioria dos casos. A radioterapia atua localmente, enquanto a quimioterapia potencializa o efeito da radiação e trata possíveis micrometástases. Em contraste, o melanoma anal é um tumor raro e agressivo, com prognóstico geralmente reservado. Diferente do carcinoma epidermoide, o melanoma é classicamente resistente à radioterapia e à quimioterapia convencional. Portanto, o tratamento primário para o melanoma anal é a ressecção cirúrgica, que pode variar de uma excisão local ampla para lesões pequenas e superficiais a uma amputação abdominoperineal para tumores maiores ou invasivos. A compreensão dessas diferenças histológicas e suas implicações terapêuticas é fundamental para o manejo adequado e para otimizar os resultados dos pacientes com tumores anais.
O carcinoma epidermoide (ou carcinoma de células escamosas) é o tipo histológico mais comum de tumor anal, representando cerca de 80% dos casos.
O melanoma anal é geralmente resistente à quimiorradiação, tornando a ressecção cirúrgica (excisão local ampla ou abdominoperineal) a principal modalidade de tratamento para controle local e sobrevida.
O tratamento padrão para o carcinoma epidermoide anal é a quimiorradiação concomitante (protocolo de Nigro), que combina radioterapia externa com quimioterapia (geralmente 5-fluorouracil e mitomicina C).
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