Nevo de Ota e Risco de Melanoma: Vigilância Clínica

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2014

Enunciado

A paciente da figura deve ser acompanhada pelo risco de desenvolver:

Alternativas

  1. A) Hemangioma de sistema nervoso central
  2. B) Melanoma de meninge
  3. C) Astrocitoma pilocítico cerebelar
  4. D) Glioma de nervo óptico

Pérola Clínica

Nevo de Ota (mancha azulada face/esclera) → Risco ↑ de Melanoma de Coroide e Meninge.

Resumo-Chave

A melanocitose oculodérmica é uma condição congênita que exige monitoramento vitalício devido ao risco de transformação maligna em tecidos melanocíticos profundos.

Contexto Educacional

O Nevo de Ota é uma forma de melanocitose dérmica que resulta da falha na migração de melanócitos da crista neural para a epiderme durante o desenvolvimento embrionário. Clinicamente, apresenta-se como uma hiperpigmentação unilateral (raramente bilateral) na face, frequentemente envolvendo o olho (melanocitose ocular). A relevância clínica reside no potencial de transformação maligna. Embora o melanoma cutâneo sobre o nevo seja raro, o melanoma uveal e o melanoma leptomeníngeo são complicações graves descritas. Além disso, a infiltração de melanócitos no ângulo da câmara anterior pode levar ao glaucoma secundário. O diagnóstico é clínico, mas a vigilância por imagem e exames oftalmológicos especializados é a base do manejo a longo prazo.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza o Nevo de Ota?

O Nevo de Ota, ou melanocitose oculodérmica, é uma mancha azul-acinzentada que segue a distribuição dos ramos oftálmico e maxilar do nervo trigêmeo. Caracteriza-se pelo aumento de melanócitos na derme, podendo envolver a esclera, episclera e úvea.

Quais são os riscos de malignização associados?

Pacientes com Nevo de Ota possuem um risco aumentado de desenvolver melanoma uveal (coroide) e, mais raramente, melanoma de meninges. O risco é maior em caucasianos, embora a condição seja mais comum em populações asiáticas e africanas.

Como deve ser o acompanhamento desses pacientes?

É fundamental o acompanhamento oftalmológico anual com exame de fundo de olho e medida da pressão intraocular (risco de glaucoma associado). Avaliações neurológicas devem ser realizadas se houver sintomas sugestivos de acometimento de sistema nervoso central.

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