CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2014
A paciente da figura deve ser acompanhada pelo risco de desenvolver:
Nevo de Ota (mancha azulada face/esclera) → Risco ↑ de Melanoma de Coroide e Meninge.
A melanocitose oculodérmica é uma condição congênita que exige monitoramento vitalício devido ao risco de transformação maligna em tecidos melanocíticos profundos.
O Nevo de Ota é uma forma de melanocitose dérmica que resulta da falha na migração de melanócitos da crista neural para a epiderme durante o desenvolvimento embrionário. Clinicamente, apresenta-se como uma hiperpigmentação unilateral (raramente bilateral) na face, frequentemente envolvendo o olho (melanocitose ocular). A relevância clínica reside no potencial de transformação maligna. Embora o melanoma cutâneo sobre o nevo seja raro, o melanoma uveal e o melanoma leptomeníngeo são complicações graves descritas. Além disso, a infiltração de melanócitos no ângulo da câmara anterior pode levar ao glaucoma secundário. O diagnóstico é clínico, mas a vigilância por imagem e exames oftalmológicos especializados é a base do manejo a longo prazo.
O Nevo de Ota, ou melanocitose oculodérmica, é uma mancha azul-acinzentada que segue a distribuição dos ramos oftálmico e maxilar do nervo trigêmeo. Caracteriza-se pelo aumento de melanócitos na derme, podendo envolver a esclera, episclera e úvea.
Pacientes com Nevo de Ota possuem um risco aumentado de desenvolver melanoma uveal (coroide) e, mais raramente, melanoma de meninges. O risco é maior em caucasianos, embora a condição seja mais comum em populações asiáticas e africanas.
É fundamental o acompanhamento oftalmológico anual com exame de fundo de olho e medida da pressão intraocular (risco de glaucoma associado). Avaliações neurológicas devem ser realizadas se houver sintomas sugestivos de acometimento de sistema nervoso central.
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