CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2011
Com relação ao tumor congênito, localizado tipicamente na cabeça do nervo óptico, composto por células ovoides ou poliédricas, de aspecto uniforme, com citoplasma abundante e completamente preenchido por grânulos de pigmento, podemos afirmar que:
Melanocitoma de papila = lesão pigmentada benigna + potencial de malignização mínimo.
O melanocitoma é um nevo magnocelular benigno, tipicamente localizado na cabeça do nervo óptico, que raramente evolui para malignidade ou causa perda visual grave.
O melanocitoma do nervo óptico representa um desafio diagnóstico importante na oncologia ocular devido à sua pigmentação intensa, que pode mimetizar um melanoma de coroide justapapilar. No entanto, sua natureza histológica de nevo magnocelular confere um prognóstico excelente. Clinicamente, a maioria dos pacientes é assintomática, e a lesão é descoberta em exames de rotina. O conhecimento de que o potencial de malignização é mínimo é crucial para evitar tratamentos agressivos. O acompanhamento deve focar na documentação fotográfica para garantir que a lesão permaneça estável ao longo dos anos.
O melanocitoma, também conhecido como nevo magnocelular, é um tumor benigno e congênito composto por melanócitos intensamente pigmentados, localizados tipicamente na cabeça do nervo óptico. Histologicamente, apresenta células ovoides ou poliédricas com citoplasma abundante e grânulos de pigmento que mascaram o núcleo. É uma lesão geralmente estacionária, embora pequenos crescimentos possam ser documentados ao longo do tempo sem significar malignidade.
O potencial de transformação maligna para melanoma é extremamente baixo, estimado em menos de 1-2% dos casos. Por ser uma lesão benigna, a conduta padrão é a observação periódica com retinografia e, se necessário, ultrassonografia ocular ou angiofluoresceínografia para monitorar estabilidade. A intervenção cirúrgica não é indicada a menos que haja evidência clara de transformação maligna documentada.
Ao exame de fundo de olho, observa-se uma lesão de coloração marrom-escura a preta, com bordas levemente fibrilares ou 'em chama de vela' na periferia, acompanhando a camada de fibras nervosas. Diferente do melanoma, o melanocitoma raramente causa descolamento de retina exsudativo ou hemorragias extensas. A acuidade visual costuma ser preservada, embora defeitos de campo visual (como aumento da mancha cega) possam estar presentes.
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