CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2006
Melanocitoma ocorre mais frequentemente:
Melanocitoma → Lesão preta densa tipicamente localizada no nervo óptico.
O melanocitoma é um tumor melanocítico benigno (variante do nevo) que ocorre mais frequentemente na cabeça do nervo óptico, apresentando-se como uma massa densamente pigmentada.
O melanocitoma do nervo óptico é uma entidade importante na oncologia ocular por ser um simulador de malignidade. A maioria das lesões é estável, mas o monitoramento com documentação fotográfica é o padrão ouro para detectar qualquer crescimento suspeito. Histopatologicamente, as células são intensamente pigmentadas, o que muitas vezes mascara os detalhes nucleares, exigindo técnicas de clareamento para estudo detalhado. Na prática clínica, o reconhecimento da aparência característica na fundoscopia evita intervenções cirúrgicas desnecessárias e ansiedade excessiva ao paciente.
O melanocitoma, também conhecido como nevo magnocelular, é um tumor benigno, densamente pigmentado, composto por melanócitos grandes e poliédricos. Embora possa ocorrer em qualquer parte do trato uveal (íris, corpo ciliar ou coroide), sua localização clássica e mais frequente é a cabeça do nervo óptico. Ele se apresenta tipicamente como uma lesão preta ou marrom-escura que recobre parte da papila e pode se estender para a retina adjacente.
O diagnóstico diferencial é clínico. O melanocitoma localiza-se sobre o disco óptico, tem coloração preta intensa (mais escura que a maioria dos melanomas) e bordas fibrilares. À ultrassonografia, apresenta alta refletividade interna. O melanoma de coroide costuma ser maior, tem refletividade interna baixa a média e localização tipicamente extra-papilar. Embora o melanocitoma seja benigno, uma pequena porcentagem (cerca de 1-2%) pode sofrer transformação maligna, exigindo acompanhamento periódico com retinografia e OCT.
Na maioria dos casos, o melanocitoma é assintomático e descoberto em exames de rotina. No entanto, pode causar um aumento da mancha cega no campo visual ou, raramente, perda visual leve devido a edema sub-retiniano, compressão vascular ou neuropatia óptica associada. Complicações graves como necrose tumoral ou oclusão vascular são raras, mas podem levar a perdas visuais mais severas.
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