FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2023
No Megasôfago:
Megasôfago: Dilatação esofágica por denervação → Disfagia e risco ↑ câncer esofágico, NÃO hipertrofia salivar.
O megasôfago é caracterizado pela dilatação do esôfago devido à perda de neurônios do plexo mioentérico, resultando em disfagia e regurgitação. Não há relação direta com hipertrofia das glândulas salivares, que não é uma característica da doença.
O megasôfago, ou acalasia, é um distúrbio da motilidade esofágica caracterizado pela ausência ou relaxamento incompleto do esfíncter esofágico inferior (EEI) e pela perda da peristalse no corpo do esôfago. No Brasil, a etiologia mais comum é a doença de Chagas, que causa destruição do plexo mioentérico. A prevalência é significativa em regiões endêmicas, e a condição pode levar a morbidade considerável se não tratada. A fisiopatologia envolve a denervação do esôfago, resultando em estase alimentar, dilatação progressiva do órgão e sintomas como disfagia para sólidos e líquidos, regurgitação e dor torácica. O diagnóstico é feito por esofagograma baritado (que mostra o 'bico de pássaro' e dilatação esofágica) e manometria esofágica (que confirma a ausência de relaxamento do EEI e aperistalse). O tratamento visa aliviar a disfagia e prevenir complicações, como a aspiração e o risco aumentado de câncer de esôfago. As opções incluem dilatação pneumática, miotomia de Heller (cirúrgica ou endoscópica - POEM) e, em casos selecionados, injeção de toxina botulínica. É crucial o acompanhamento regular devido ao risco de malignização.
Os sintomas mais comuns incluem disfagia (dificuldade para engolir), regurgitação de alimentos não digeridos, dor torácica, perda de peso e, em alguns casos, tosse noturna devido à aspiração.
No Brasil, a principal causa do megasôfago é a doença de Chagas, causada pelo parasita Trypanosoma cruzi, que leva à destruição dos neurônios do plexo mioentérico do esôfago.
Sim, pacientes com megasôfago de longa data, especialmente aqueles com dilatação acentuada, apresentam um risco aumentado de desenvolver carcinoma espinocelular de esôfago devido à estase alimentar e inflamação crônica.
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