UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2015
Sobre o megaesôfago chagásico é correto, EXCETO:
Megaesôfago chagásico: denervação do plexo mioentérico → falha no relaxamento do EEI e hipomotilidade do corpo esofágico.
A fisiopatologia do megaesôfago chagásico envolve a destruição dos neurônios do plexo mioentérico, levando à perda da inervação parassimpática. Isso resulta primariamente na falha de relaxamento do Esfíncter Esofagiano Inferior (EEI) e, secundariamente, na hipomotilidade ou amotilidade do corpo esofágico. A falha de relaxamento do EEI é a manifestação inicial e patognomônica da acalasia.
O megaesôfago chagásico é uma das manifestações crônicas da Doença de Chagas, de grande relevância no Brasil. É uma forma de acalasia secundária, caracterizada pela denervação do esôfago. Compreender sua fisiopatologia é fundamental para o diagnóstico e manejo, sendo um tema recorrente em provas de residência. A fisiopatologia envolve a destruição neuronal do plexo mioentérico, resultando em duas alterações principais: a falha de relaxamento do Esfíncter Esofagiano Inferior (EEI) e a hipo/amotilidade do corpo esofágico. A falha de relaxamento do EEI é considerada a alteração primária e mais precoce, levando à dificuldade de passagem do alimento para o estômago e consequente dilatação esofágica. O diagnóstico é confirmado pela manometria esofágica, que demonstra essas alterações características. O tratamento varia conforme o grau de dilatação e sintomas, podendo incluir dilatação endoscópica, miotomia de Heller ou esofagectomia em casos avançados. É crucial diferenciar da acalasia idiopática e outras causas de disfagia.
A principal alteração é a destruição dos neurônios do plexo mioentérico de Auerbach, causada pelo Trypanosoma cruzi, levando à denervação parassimpática do esôfago.
A manometria é essencial para o diagnóstico, evidenciando a falha de relaxamento do Esfíncter Esofagiano Inferior (EEI) e a ausência ou hipomotilidade das contrações no corpo esofágico, caracterizando a acalasia.
As manifestações incluem disfagia progressiva para sólidos e líquidos, regurgitação, dor torácica, perda de peso e, em casos avançados, broncoaspiração e desnutrição.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo