Megaesôfago Chagásico: Fisiopatologia e Diagnóstico Manométrico

UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2015

Enunciado

Sobre o megaesôfago chagásico é correto, EXCETO:

Alternativas

  1. A) A primeira manifestação é ausência de relaxamento do Esfincter Esofagiano Inferior à deglutição.
  2. B) A primeira manifestação é a hipomotilidade do corpo esofágico.
  3. C) Hipertonia do Esfincter Esofagiano Inferior pode estar presente
  4. D) A manometria esofágica não é essencial para o diagnóstico.
  5. E) Tônus normal do músculo cricofaríngeo é achado frequente.

Pérola Clínica

Megaesôfago chagásico: denervação do plexo mioentérico → falha no relaxamento do EEI e hipomotilidade do corpo esofágico.

Resumo-Chave

A fisiopatologia do megaesôfago chagásico envolve a destruição dos neurônios do plexo mioentérico, levando à perda da inervação parassimpática. Isso resulta primariamente na falha de relaxamento do Esfíncter Esofagiano Inferior (EEI) e, secundariamente, na hipomotilidade ou amotilidade do corpo esofágico. A falha de relaxamento do EEI é a manifestação inicial e patognomônica da acalasia.

Contexto Educacional

O megaesôfago chagásico é uma das manifestações crônicas da Doença de Chagas, de grande relevância no Brasil. É uma forma de acalasia secundária, caracterizada pela denervação do esôfago. Compreender sua fisiopatologia é fundamental para o diagnóstico e manejo, sendo um tema recorrente em provas de residência. A fisiopatologia envolve a destruição neuronal do plexo mioentérico, resultando em duas alterações principais: a falha de relaxamento do Esfíncter Esofagiano Inferior (EEI) e a hipo/amotilidade do corpo esofágico. A falha de relaxamento do EEI é considerada a alteração primária e mais precoce, levando à dificuldade de passagem do alimento para o estômago e consequente dilatação esofágica. O diagnóstico é confirmado pela manometria esofágica, que demonstra essas alterações características. O tratamento varia conforme o grau de dilatação e sintomas, podendo incluir dilatação endoscópica, miotomia de Heller ou esofagectomia em casos avançados. É crucial diferenciar da acalasia idiopática e outras causas de disfagia.

Perguntas Frequentes

Qual a principal alteração fisiopatológica no megaesôfago chagásico?

A principal alteração é a destruição dos neurônios do plexo mioentérico de Auerbach, causada pelo Trypanosoma cruzi, levando à denervação parassimpática do esôfago.

Como a manometria esofágica auxilia no diagnóstico de megaesôfago chagásico?

A manometria é essencial para o diagnóstico, evidenciando a falha de relaxamento do Esfíncter Esofagiano Inferior (EEI) e a ausência ou hipomotilidade das contrações no corpo esofágico, caracterizando a acalasia.

Quais são as manifestações clínicas do megaesôfago chagásico?

As manifestações incluem disfagia progressiva para sólidos e líquidos, regurgitação, dor torácica, perda de peso e, em casos avançados, broncoaspiração e desnutrição.

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