UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2020
A forma mais comum de megaesôfago é a chagásica, diagnosticada, fundamentalmente, nas manifestações clínicas do paciente e no exame radiológico, o que permite classificar o megaesôfago. De acordo com a classificação de Rezende, a melhor terapêutica corresponde ao grau
Megaesôfago chagásico grau II (Rezende) → cardiomiotomia de Heller-Pinotti é a melhor terapêutica.
A classificação de Rezende para megaesôfago é crucial para guiar o tratamento. Para o grau II, caracterizado por dilatação moderada do esôfago com retenção de contraste e alguma dificuldade de esvaziamento, a cardiomiotomia de Heller-Pinotti (que inclui a miotomia e fundoplicatura parcial) é o tratamento cirúrgico de escolha, oferecendo bons resultados a longo prazo.
O megaesôfago é uma condição caracterizada pela dilatação e perda da motilidade do esôfago, resultando em disfagia, regurgitação e perda de peso. No Brasil, a forma chagásica, causada pela infecção por Trypanosoma cruzi, é a mais comum, devido à destruição dos neurônios do plexo mioentérico de Auerbach. A epidemiologia da doença de Chagas ainda é relevante em áreas endêmicas. O diagnóstico do megaesôfago é feito pela história clínica de disfagia progressiva e exames complementares, como o esofagograma baritado, que permite a classificação radiológica. A classificação de Rezende é amplamente utilizada e divide o megaesôfago em quatro graus: Grau I (sem dilatação, apenas alteração motora), Grau II (dilatação moderada com retenção de contraste), Grau III (dilatação acentuada com grande retenção) e Grau IV (dolico-megaesôfago, esôfago sigmoide). O tratamento do megaesôfago é guiado pela classificação de Rezende. Para o Grau I, podem ser tentados dilatadores endoscópicos ou toxina botulínica. Para os Graus II e III, a cardiomiotomia de Heller-Pinotti (miotomia do esfíncter esofágico inferior associada a uma fundoplicatura parcial para prevenir refluxo) é o tratamento cirúrgico de escolha, com excelentes resultados. No Grau IV, devido à perda funcional significativa do esôfago, a esofagectomia com interposição de alça intestinal ou estômago é geralmente necessária.
A classificação de Rezende avalia o grau de dilatação esofágica e a presença de retenção de contraste no esôfago, dividindo o megaesôfago em graus I a IV, com base nos achados radiológicos.
A cardiomiotomia de Heller-Pinotti é o tratamento cirúrgico de escolha para os graus II e III do megaesôfago, visando aliviar a disfagia ao cortar as fibras musculares do esfíncter esofágico inferior.
Para o megaesôfago grau IV, que apresenta grande dilatação e dolico-megaesôfago com perda da função esofágica, a esofagectomia (remoção cirúrgica do esôfago) é geralmente a opção terapêutica mais indicada.
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