Disfagia em Chagas: Diagnóstico do Megaesôfago

HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2020

Enunciado

Paciente 45 anos com disfagia lentamente progressiva. Já portador de miocardiopatia chagásica. O exame que avaliará melhor a principal hipótese diagnóstica é

Alternativas

  1. A) raio x contratado de esôfago estômago e duodeno.
  2. B) endoscopia digestiva alta.
  3. C) tomografia computadorizada de tórax.
  4. D) ressonância magnética de tórax e abdome.

Pérola Clínica

Disfagia progressiva em chagásico → suspeitar megaesôfago; esofagograma é o melhor exame inicial para avaliação morfológica.

Resumo-Chave

Pacientes com miocardiopatia chagásica têm alto risco de desenvolver megaesôfago devido à destruição neuronal do plexo mioentérico. A disfagia lentamente progressiva é o sintoma clássico. O esofagograma (raio X contrastado) é o exame de escolha para avaliar a morfologia e função esofágica, confirmando a dilatação e o afilamento distal.

Contexto Educacional

A Doença de Chagas, causada pelo Trypanosoma cruzi, é uma infecção parasitária que pode afetar múltiplos órgãos, incluindo o coração (miocardiopatia chagásica) e o trato gastrointestinal. No esôfago, a destruição dos neurônios do plexo mioentérico resulta em perda da peristalse e falha no relaxamento do esfíncter esofágico inferior, levando ao desenvolvimento do megaesôfago. A apresentação clínica clássica do megaesôfago chagásico é a disfagia lentamente progressiva, que pode ser acompanhada de regurgitação, dor torácica e perda de peso. Diante de um paciente com miocardiopatia chagásica e esses sintomas, a principal hipótese diagnóstica é o megaesôfago. O exame de escolha para avaliar o megaesôfago é o esofagograma (raio X contrastado de esôfago). Ele permite visualizar a dilatação esofágica, a presença de estase de contraste e o característico 'bico de pássaro' na transição esofagogástrica. Embora a endoscopia digestiva alta seja útil para excluir lesões obstrutivas ou inflamatórias, ela não avalia adequadamente a motilidade esofágica. A manometria esofágica pode ser usada para confirmar a acalasia, mas o esofagograma é o exame inicial mais informativo para a morfologia.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas do megaesôfago chagásico?

Os sintomas incluem disfagia (dificuldade para engolir), regurgitação de alimentos não digeridos, dor torácica e perda de peso, com progressão lenta ao longo do tempo.

Por que o esofagograma é o melhor exame para megaesôfago?

O esofagograma com contraste baritado permite visualizar a dilatação do esôfago, o afilamento distal (sinal do 'bico de pássaro') e a estase de contraste, características morfológicas do megaesôfago.

Qual a fisiopatologia do megaesôfago na Doença de Chagas?

A doença de Chagas causa destruição dos neurônios do plexo mioentérico esofágico pelo parasita Trypanosoma cruzi, levando à perda da peristalse e relaxamento incompleto do esfíncter esofágico inferior.

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