PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2025
Um homem de 50 anos com histórico de colite ulcerativa apresenta dor abdominal intensa, distensão e diarreia sanguinolenta profusa. No exame, parece toxemiado e a tomografia de abdome revela dilatação colônica >6cm. Qual é o próximo passo do tratamento?
Megacólon tóxico (colite ulcerativa, toxemia, dilatação >6cm) → Colectomia de emergência.
O megacólon tóxico é uma complicação grave da colite ulcerativa, caracterizada por dilatação colônica, sinais de toxemia e alto risco de perfuração. A falha na resposta ao tratamento clínico inicial ou a presença de sinais de perfuração ou deterioração clínica exige consulta cirúrgica de emergência para colectomia.
O megacólon tóxico é uma complicação grave e potencialmente fatal da colite ulcerativa, caracterizada por uma inflamação transmural aguda do cólon que leva à sua dilatação e disfunção motora. A condição é precipitada por fatores como hipocalemia, uso de opioides, anticolinérgicos ou preparo intestinal para colonoscopia, em pacientes com doença inflamatória intestinal ativa. Clinicamente, o paciente apresenta dor abdominal intensa, distensão, diarreia sanguinolenta, febre, taquicardia e sinais de toxemia. O diagnóstico é confirmado por radiografia ou tomografia de abdome que revela dilatação colônica, geralmente >6 cm no cólon transverso, e espessamento da parede. A presença de sinais de toxemia e dilatação colônica significativa indica uma emergência médica. O manejo inicial inclui estabilização do paciente, repouso intestinal, descompressão, fluidos intravenosos, corticosteroides e antibióticos. No entanto, a falha em responder ao tratamento clínico intensivo em 24-72 horas, ou a presença de perfuração, hemorragia maciça ou deterioração clínica progressiva, exige consulta cirúrgica de emergência para colectomia total com ileostomia. A decisão rápida pela cirurgia é crucial para reduzir a mortalidade associada a essa condição.
Os critérios incluem dilatação colônica (geralmente >6 cm no transverso), associada a pelo menos três dos seguintes: febre >38°C, taquicardia >120 bpm, leucocitose >10.500/mm³ e anemia, além de desidratação, alteração do estado mental ou hipotensão.
A cirurgia de emergência (colectomia) é indicada se houver falha na resposta ao tratamento clínico intensivo em 24-72 horas, sinais de perfuração intestinal, hemorragia maciça ou deterioração clínica progressiva.
O tratamento clínico inicial envolve repouso intestinal, descompressão nasogástrica, fluidos intravenosos, corticosteroides intravenosos de alta dose e antibióticos de amplo espectro para cobrir flora entérica.
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