PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2025
Um homem de 50 anos com histórico de colite ulcerativa apresenta dor abdominal intensa, distensão e diarreia sanguinolenta profusa. No exame, parece toxemiado e a tomografia de abdome revela dilatação colônica > 6 cm. Qual é o próximo passo do tratamento?
Colite Ulcerativa + Dilatação > 6cm + Sinais de Toxemia = Megacólon Tóxico → Cirurgia Imediata.
O megacólon tóxico é uma emergência médica e cirúrgica; diante de dilatação colônica significativa e toxemia, a consulta cirúrgica para possível colectomia é prioritária.
O megacólon tóxico é uma complicação potencialmente letal das doenças inflamatórias intestinais (DII), mais comum na colite ulcerativa do que na doença de Crohn. Caracteriza-se por uma inflamação transmural que atinge a camada muscular e o plexo mioentérico, levando à paralisia da musculatura lisa e dilatação passiva do cólon.\n\nO diagnóstico é sugerido pela radiografia ou tomografia de abdome e confirmado pela presença de toxicidade sistêmica. A colonoscopia é contraindicada na fase aguda devido ao risco de perfuração. O sucesso do tratamento depende da identificação precoce e da decisão oportuna de intervir cirurgicamente antes que ocorra a perfuração franca, que eleva a mortalidade de cerca de 2% para mais de 40%.
O megacólon tóxico manifesta-se por uma dilatação total ou segmentar do cólon (geralmente > 6 cm no transverso) associada a sinais de toxicidade sistêmica, como febre (> 38,5°C), taquicardia (> 120 bpm), leucocitose importante e anemia. O paciente frequentemente apresenta dor abdominal intensa, distensão e diarreia sanguinolenta profusa, parecendo gravemente enfermo (toxemiado).
O manejo inicial deve ser agressivo e multidisciplinar. Inclui repouso intestinal absoluto, descompressão nasogástrica, reposição volêmica vigorosa, correção de distúrbios eletrolíticos (especialmente hipocalemia), antibioticoterapia de amplo espectro e corticosteroides intravenosos. No entanto, a avaliação precoce por um cirurgião é vital, pois o atraso na colectomia em casos refratários ou com sinais de perfuração eleva drasticamente a mortalidade.
A cirurgia (geralmente colectomia total com ileostomia terminal) é indicada imediatamente se houver evidência de perfuração, hemorragia maciça ou peritonite. Também é indicada de forma urgente se não houver melhora clínica significativa com o tratamento clínico otimizado em 24 a 72 horas. A dilatação progressiva do cólon sob tratamento médico é um forte indicativo de falha terapêutica.
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