UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2020
Homem, 54 anos, com colite ulcerativa idiopática e quadro de megacólon tóxico. Diante deste diagnóstico, o tratamento cirúrgico mais adequado é:
Megacólon tóxico em colite ulcerativa → Colectomia total com ileostomia terminal e preservação do reto (cirurgia de urgência).
Em casos de megacólon tóxico por colite ulcerativa, a cirurgia de urgência de escolha é a colectomia total com ileostomia terminal e preservação do reto. Isso permite a ressecção do cólon doente, controle da sepse e, posteriormente, a possibilidade de uma proctocolectomia com bolsa ileal em um segundo tempo, quando o paciente estiver estabilizado.
O megacólon tóxico é uma complicação grave e potencialmente fatal da colite ulcerativa, caracterizada por dilatação colônica aguda e sinais de toxicidade sistêmica. Sua ocorrência exige reconhecimento rápido e intervenção imediata, pois a perfuração intestinal e a sepse são riscos iminentes, com alta morbimortalidade. A fisiopatologia envolve uma inflamação transmural intensa que leva à paralisia da musculatura colônica e dilatação progressiva. O diagnóstico é clínico e radiológico, com a radiografia simples de abdome mostrando a dilatação colônica. O tratamento inicial é clínico, com antibióticos e corticoides, mas a falha na melhora em 24-48 horas ou a deterioração do quadro indicam a necessidade de cirurgia de urgência. O tratamento cirúrgico mais adequado para o megacólon tóxico na colite ulcerativa é a colectomia total (ou subtotal) com ileostomia terminal e preservação do reto. Este procedimento remove o segmento colônico doente, controlando a fonte da inflamação e sepse, e permite que o paciente se recupere antes de considerar uma cirurgia reconstrutiva posterior, como a proctocolectomia com bolsa ileal. A proctocolectomia total em um único tempo é geralmente evitada em pacientes agudamente doentes devido ao alto risco.
Os critérios incluem dilatação colônica (geralmente > 6 cm) com sinais de toxicidade sistêmica, como febre, taquicardia, leucocitose e anemia, associados a colite grave.
Esta cirurgia remove o cólon doente, fonte da sepse, e desvia o trânsito intestinal, estabilizando o paciente. A preservação do reto permite uma cirurgia reconstrutiva futura com menor risco.
As complicações incluem perfuração colônica, sepse grave, choque, hemorragia e falência de múltiplos órgãos, com alta taxa de mortalidade se não tratado adequadamente.
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