Megacólon Tóxico na DII: Manejo e Ciclosporina

PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2023

Enunciado

Uma paciente é admitida com doença inflamatória intestinal. Ela apresenta febre, dor abdominal e vômitos nas últimas 12 horas e também se queixa de diarreia sanguinolenta. O exame físico revela hipotensão, taquicardia e ausência de ruídos hidroaéreos. Os exames de sangue revelam leucocitose e anemia acentuada. A radiografia simples de abdome revela uma alça dilatada do intestino e sinal da impressão do polegar. Qual a medicação mais efetiva dentre as citadas abaixo que pode evitar a necessidade de cirurgia de emergência nesta paciente?

Alternativas

  1. A) Metoclopramida;
  2. B) Ciclosporina;
  3. C) Dexametasona;
  4. D) Amoxicilina.

Pérola Clínica

Megacólon tóxico em DII com falha a corticoides → Ciclosporina pode evitar cirurgia.

Resumo-Chave

O quadro clínico e radiológico (alça dilatada, sinal da impressão do polegar) sugere megacólon tóxico, uma complicação grave da DII. O tratamento inicial é com corticoides intravenosos. Se houver falha na resposta, a ciclosporina é uma opção imunossupressora potente que pode reverter o quadro e evitar a colectomia de emergência.

Contexto Educacional

O megacólon tóxico é uma complicação grave e potencialmente fatal da Doença Inflamatória Intestinal (DII), especialmente da retocolite ulcerativa, caracterizada por dilatação colônica aguda e sinais de toxicidade sistêmica. A rápida identificação e manejo são cruciais para evitar a perfuração intestinal e a necessidade de colectomia de emergência, que possui alta morbimortalidade. O diagnóstico é clínico e radiológico. Os pacientes apresentam febre, taquicardia, hipotensão, dor abdominal intensa, distensão e, frequentemente, diarreia sanguinolenta. A radiografia simples de abdome revela dilatação do cólon (geralmente > 6 cm) e pode mostrar o "sinal da impressão do polegar", que indica edema da parede intestinal. Leucocitose e anemia são achados laboratoriais comuns. O tratamento inicial inclui estabilização hemodinâmica, suspensão de agentes antimotilidade, antibióticos de amplo espectro e corticosteroides intravenosos em altas doses. No entanto, se não houver melhora clínica em 48-72 horas, a terapia de resgate com imunossupressores como a ciclosporina intravenosa ou infliximabe deve ser considerada. A ciclosporina, ao modular a resposta imune, pode reverter o processo inflamatório e, em muitos casos, evitar a cirurgia de emergência, sendo uma ferramenta valiosa no arsenal terapêutico do residente.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos e radiológicos que sugerem megacólon tóxico?

Clinicamente, febre, dor abdominal, vômitos, diarreia sanguinolenta, hipotensão e taquicardia. Radiologicamente, dilatação colônica (>6 cm) e espessamento da parede com haustrações edemaciadas (sinal da impressão do polegar).

Qual é a conduta inicial no tratamento do megacólon tóxico?

O tratamento inicial envolve suporte intensivo, suspensão de medicamentos que diminuem a motilidade intestinal, antibióticos de amplo espectro e corticosteroides intravenosos em altas doses.

Quando a ciclosporina é indicada no manejo do megacólon tóxico?

A ciclosporina é indicada como terapia de resgate em pacientes com megacólon tóxico ou colite fulminante que não respondem aos corticosteroides intravenosos dentro de 48-72 horas, visando evitar a colectomia de emergência.

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