UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2019
Das patologias abaixo qual a que mais frequentemente apresenta o megacólon tóxico?
Megacólon tóxico = complicação grave da Retocolite Ulcerativa (mais comum).
O megacólon tóxico é uma complicação grave e potencialmente fatal, caracterizada por dilatação colônica aguda e sinais de toxicidade sistêmica. Embora possa ocorrer em outras condições, é mais frequentemente associado à Retocolite Ulcerativa, especialmente em casos de colite fulminante.
O megacólon tóxico é uma complicação grave e potencialmente fatal, caracterizada por uma dilatação aguda e não obstrutiva do cólon, acompanhada de sinais de toxicidade sistêmica. É uma emergência médica que exige reconhecimento e tratamento imediatos para evitar complicações como perfuração colônica e sepse. Embora possa ser desencadeado por diversas condições, como colite infecciosa (Clostridium difficile, amebíase), isquemia ou obstrução, a causa mais frequente e classicamente associada ao megacólon tóxico é a Retocolite Ulcerativa (RCU), especialmente em seus quadros mais graves e fulminantes. A inflamação transmural intensa na RCU leva à paralisia da musculatura lisa do cólon, resultando em sua dilatação. O diagnóstico é clínico e radiológico, com a radiografia simples de abdome mostrando dilatação colônica (geralmente > 6 cm no cólon transverso). O tratamento envolve medidas de suporte intensivo, como hidratação, correção eletrolítica, antibióticos e corticosteroides. A falha no tratamento clínico em 24-72 horas ou a presença de perfuração são indicações para colectomia de urgência, ressaltando a importância do manejo rápido e eficaz.
O diagnóstico de megacólon tóxico requer evidência radiográfica de dilatação colônica (geralmente > 6 cm no transverso) e pelo menos três dos seguintes: febre > 38°C, taquicardia > 120 bpm, leucocitose > 10.500/mm³, anemia. Além disso, deve haver pelo menos um sinal de desidratação, alteração do estado mental, distúrbio eletrolítico ou hipotensão.
A Retocolite Ulcerativa, especialmente em sua forma grave ou fulminante, causa inflamação transmural intensa do cólon, levando à paralisia da musculatura lisa e dilatação. A inflamação e a liberação de mediadores inflamatórios contribuem para a toxicidade sistêmica e o risco de perfuração.
A conduta inicial é uma emergência médica e inclui internação em UTI, suspensão de medicamentos que diminuem a motilidade intestinal (opioides, anticolinérgicos), hidratação venosa agressiva, correção de distúrbios eletrolíticos, antibioticoterapia de amplo espectro e corticoterapia intravenosa em altas doses. A cirurgia (colectomia) é indicada se não houver melhora clínica em 24-72 horas.
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