UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2015
Mulher com 30 anos, portadora de retocolite ulcerativa inespecífica, após uso de opioides para controle de diarreia, chega ao pronto-socorro com febre e dor abdominal. Ao exame é constatado taquicardia, timpanismo abdominal e leucocitose. O exame complementar mais adequado para confirmar o diagnóstico é:
RCU + opioides + febre/dor/timpanismo → suspeitar megacólon tóxico; TC abdome para confirmação.
Pacientes com retocolite ulcerativa, especialmente após uso de opioides, que apresentam febre, dor abdominal, taquicardia, timpanismo e leucocitose, devem ter megacólon tóxico como principal suspeita. A tomografia computadorizada de abdome total é o exame mais adequado para confirmar o diagnóstico, avaliando a dilatação colônica e possíveis complicações.
O megacólon tóxico é uma complicação grave e potencialmente fatal da doença inflamatória intestinal, especialmente da retocolite ulcerativa, mas também pode ocorrer em outras colites infecciosas ou isquêmicas. É caracterizado por uma dilatação aguda e não obstrutiva do cólon, associada a sinais de toxicidade sistêmica. O uso de opioides, como no caso da questão, é um fator precipitante conhecido, pois diminui a motilidade intestinal e pode agravar a inflamação. A apresentação clínica típica inclui dor abdominal intensa, distensão, febre, taquicardia, hipotensão e sinais de peritonite. A leucocitose é comum. O diagnóstico é primariamente clínico e radiológico. A radiografia simples de abdome pode mostrar a dilatação do cólon (geralmente > 6 cm no transverso), mas a tomografia computadorizada de abdome total é o exame mais sensível e específico. A TC não só confirma a dilatação colônica e a inflamação da parede, mas também pode identificar complicações como perfuração, abscesso ou pneumoperitônio, que exigem intervenção cirúrgica imediata. A colonoscopia e o enema opaco são contraindicados devido ao risco de perfuração. O tratamento inicial é clínico, com antibióticos de amplo espectro, corticoides, descompressão nasogástrica e suporte hidroeletrolítico, mas a cirurgia (colectomia) é frequentemente necessária em casos refratários ou com perfuração.
Fatores de risco incluem o uso de opioides, anticolinérgicos, antidiarreicos, colonoscopia recente, hipocalemia e a própria atividade grave da doença inflamatória intestinal.
Os critérios incluem dilatação colônica (geralmente > 6 cm no transverso) em radiografia simples, associada a sinais de toxicidade sistêmica como febre, taquicardia, leucocitose e anemia, além de desidratação ou alteração do estado mental.
A colonoscopia é contraindicada devido ao risco elevado de perfuração intestinal em um cólon gravemente inflamado, edemaciado e dilatado, o que poderia levar a peritonite e sepse.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo