AFAMCI - Hospital dos Plantadores de Cana (RJ) — Prova 2015
Na pesquisa de megacólon tóxico, utiliza-se:
Megacólon tóxico → Diagnóstico inicial por Radiografia simples de abdômen (dilatação colônica > 6 cm).
O megacólon tóxico é uma complicação grave de colites inflamatórias (especialmente retocolite ulcerativa) ou infecciosas, caracterizada por dilatação colônica aguda e sinais de toxicidade sistêmica. A radiografia simples de abdômen é o exame inicial e crucial para o diagnóstico, evidenciando a dilatação do cólon transverso.
O megacólon tóxico é uma complicação grave e potencialmente fatal de colites inflamatórias ou infecciosas, sendo mais frequentemente associado à retocolite ulcerativa grave. Caracteriza-se por uma dilatação aguda e significativa do cólon, acompanhada de sinais de toxicidade sistêmica, como febre, taquicardia, leucocitose e alterações hidroeletrolíticas. O reconhecimento precoce é crucial para evitar perfuração e sepse. O diagnóstico do megacólon tóxico é primariamente clínico e radiológico. A radiografia simples de abdômen é o exame de imagem inicial e mais importante, revelando a dilatação do cólon (geralmente > 6 cm no cólon transverso), perda das haustrações e, por vezes, presença de gás na parede intestinal (pneumatose). Outros exames de imagem, como a tomografia computadorizada, podem ser úteis para avaliar complicações como perfuração ou abscesso, mas não são o exame de escolha para o diagnóstico inicial da dilatação. A conduta no megacólon tóxico é uma emergência médica. O tratamento envolve medidas de suporte intensivo, como hidratação venosa, correção de distúrbios eletrolíticos, descompressão nasogástrica, suspensão de medicamentos que diminuem a motilidade intestinal (ex: opioides, anticolinérgicos) e antibioticoterapia de amplo espectro. Corticosteroides podem ser usados em casos de doença inflamatória intestinal. A cirurgia (colectomia) é indicada se não houver melhora clínica em 24-72 horas ou em caso de perfuração, isquemia ou hemorragia incontrolável, sendo a colonoscopia formalmente contraindicada devido ao risco de perfuração.
O diagnóstico de megacólon tóxico envolve a presença de dilatação colônica (geralmente > 6 cm no cólon transverso) na radiografia simples de abdômen, associada a sinais de toxicidade sistêmica, como febre (> 38°C), taquicardia (> 120 bpm), leucocitose (> 10.500/mm³) e anemia.
A colonoscopia é contraindicada no megacólon tóxico devido ao risco elevado de perfuração intestinal em um cólon já inflamado e dilatado, o que poderia agravar significativamente o quadro do paciente e levar a peritonite.
A causa mais comum de megacólon tóxico é a colite ulcerativa grave, mas também pode ocorrer em casos de Doença de Crohn, colite pseudomembranosa (por Clostridioides difficile) e outras colites infecciosas graves.
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