Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2022
Considerando-se as medidas não farmacológicas para pacientes em uso de sedação, assinale a alternativa INCORRETA:
Paciente sedado → presença familiar ↓ delirium e ↑ conforto.
A presença de acompanhantes é uma medida não farmacológica crucial para pacientes sedados, pois ajuda a orientar o paciente, reduzir o delirium e promover um ambiente mais humano e de suporte, contrariando a ideia de que o silêncio absoluto e a ausência de visitas são sempre benéficos.
As medidas não farmacológicas são pilares fundamentais no manejo de pacientes sedados em unidades de terapia intensiva (UTI), visando não apenas o conforto, mas também a prevenção de complicações graves como o delirium. O delirium é uma disfunção cerebral aguda comum em UTI, associada a piores desfechos, maior tempo de internação e mortalidade. A implementação de um pacote de cuidados não farmacológicos é crucial para mitigar esses riscos. Entre as estratégias, destacam-se a otimização do ciclo sono-vigília, minimizando ruídos e ajustando a luminosidade para simular o dia e a noite. Realizar procedimentos durante o dia e permitir períodos de descanso noturno são práticas importantes. A mobilização precoce, quando possível, também contribui para a recuperação funcional e cognitiva. Um ponto crítico e frequentemente mal interpretado é o papel dos acompanhantes. Longe de serem um fator de perturbação, a presença de familiares e amigos pode ser extremamente benéfica. Eles auxiliam na reorientação do paciente, oferecem conforto emocional, reduzem a ansiedade e comprovadamente diminuem a incidência e a duração do delirium. Portanto, evitar a presença de acompanhantes é uma medida INCORRETA e contraproducente para o bem-estar do paciente sedado.
A presença de acompanhantes pode ajudar na orientação do paciente, reduzir a incidência e duração do delirium, diminuir a ansiedade do paciente e da família, e promover um ambiente de cuidado mais humanizado e de suporte emocional.
Um ambiente com ruídos excessivos e luminosidade constante pode perturbar o ciclo sono-vigília, contribuindo para o desenvolvimento de delirium. Minimizar ruídos, ajustar a luminosidade e estabelecer rotinas diurnas/noturnas são cruciais.
Estratégias incluem a mobilização precoce, otimização do sono, reorientação temporal e espacial frequente, uso de óculos e aparelhos auditivos, e a presença de familiares para estimular a interação e o conforto.
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