UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2020
Título: Impacto da vacina pneumocócica na redução das internações hospitalares por pneumonia em crianças menores de 5 anos, em Santa Catarina, 2006 a 2014 Objetivo: analisar o impacto da vacina pneumocócica conjugada (PCV10) nas internações hospitalares por pneumonia em menores de 5 anos de idade, em Santa Catarina, Brasil, no período 2006-2014. Métodos: estudo XXXX com dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus) em 2006-2009 (período pré-vacinal) e 2010-2014 (período pós-vacinal); tendências temporais foram avaliadas pelo coeficiente de regressão de Poisson. Resultados: comparados os períodos pré e pós-vacinal, a diferença percentual da taxa de internação por pneumonia em menores de 1 ano variou de -44,1% na região Oeste a - 1,4% no Planalto Serrano, e nas crianças de 1-4 anos, de -37,1% no Planalto Norte a 16,9% no Planalto Serrano (p<0,05), implicando reduções nas taxas de internação no estado de 23,3% em <1 ano e de 8,4% em crianças de 1-4 anos. Conclusão: observou-se redução significativa da taxa de internação por pneumonia em menores de 1 ano, sugerindo a efetividade da vacina. Fonte: Epidemiol. Serv. Saúde vol.27 no.4 Brasília 2018 Epub 29-Nov-2018. Com base nas informações contidas no resumo, infere-se que a medida de associação do referido estudo foi:
Estudos de impacto de intervenções em saúde pública frequentemente usam medidas de efeito, não associação, quando comparam taxas.
Em estudos que avaliam o impacto de uma intervenção (como uma vacina) comparando taxas antes e depois, a "diferença percentual da taxa de internação" é uma medida de efeito ou impacto, não uma medida de associação clássica como risco relativo ou odds ratio, que são usadas para comparar a exposição a um fator de risco.
A epidemiologia é uma ferramenta essencial para a saúde pública, permitindo avaliar o impacto de intervenções como programas de vacinação. Estudos de avaliação de impacto frequentemente utilizam desenhos que comparam períodos pré e pós-intervenção, analisando tendências temporais de indicadores de saúde. A vacina pneumocócica conjugada (PCV10) é um exemplo de intervenção que visa reduzir a morbimortalidade por doenças pneumocócicas em crianças. Neste tipo de estudo, o objetivo é quantificar a mudança nas taxas de desfechos (como internações por pneumonia) após a introdução da vacina. A "diferença percentual da taxa de internação" é uma medida direta do efeito ou impacto da intervenção, indicando a magnitude da redução observada. Métodos estatísticos como a regressão de Poisson são empregados para modelar essas taxas e avaliar a significância das tendências. É crucial diferenciar medidas de associação (como risco relativo ou odds ratio, que comparam a ocorrência de um desfecho entre grupos com diferentes exposições) de medidas de efeito ou impacto (que quantificam a mudança em um desfecho devido a uma intervenção). No contexto de avaliação de programas de saúde, a medida de associação clássica pode ser dispensada quando o foco é a quantificação direta do impacto da intervenção nas taxas populacionais, como a redução percentual. Portanto, a alternativa E é a correta, pois a medida apresentada é de efeito e não de associação no sentido tradicional.
Medidas de associação (ex: risco relativo, odds ratio) quantificam a força da relação entre uma exposição e um desfecho. Medidas de efeito (ex: redução percentual de taxa) quantificam o impacto de uma intervenção na ocorrência de um desfecho.
A regressão de Poisson é um modelo estatístico usado para analisar dados de contagem ou taxas de eventos, especialmente em estudos de tendências temporais ou quando o desfecho é raro, como taxas de internação por pneumonia.
O risco relativo compara a incidência de um desfecho entre expostos e não expostos a um fator de risco. Neste estudo, o foco é o impacto de uma intervenção (vacina) em taxas ao longo do tempo, e a "diferença percentual da taxa" é uma medida direta do efeito da vacina, não uma associação tradicional.
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