APCC - Hospital São Marcos (PI) — Prova 2016
No contexto daquilo que Foucault (1926-1984) denominou Medicina Social, o autor distingue três vertentes: a Medicina de Estado, verificada na Alemanha, no inicio do século XVII; a Medicina Urbana, verificada na França, em meados do século XVIII, e:
Foucault: Medicina Social = Medicina de Estado (Alemanha) + Medicina Urbana (França) + Medicina da Força de Trabalho (Inglaterra).
Michel Foucault descreveu três vertentes da Medicina Social: a Medicina de Estado (Alemanha, séc. XVII), a Medicina Urbana (França, séc. XVIII) e a Medicina da Força de Trabalho (Inglaterra, séc. XIX), esta última focada no controle da saúde dos trabalhadores pobres.
Michel Foucault, em suas análises sobre a história da medicina e do poder, descreveu a emergência da 'Medicina Social' como um conjunto de estratégias e práticas que visavam regular a saúde das populações. Ele identificou três vertentes principais que se desenvolveram em diferentes contextos europeus, cada uma com suas particularidades e objetivos. A primeira vertente é a 'Medicina de Estado', observada na Alemanha no início do século XVII, focada na saúde da população como um recurso para o poder do Estado. A segunda é a 'Medicina Urbana', que surgiu na França em meados do século XVIII, preocupada com a salubridade das cidades e o controle de epidemias. A terceira, e tema da questão, é a 'Medicina da Força de Trabalho', que se desenvolveu na Inglaterra a partir de meados do século XIX. A Medicina da Força de Trabalho tinha como objetivo explícito promover uma assistência controlada aos pobres e à classe trabalhadora, visando garantir sua capacidade produtiva e prevenir a disseminação de doenças que pudessem impactar a economia. Essa vertente reflete a preocupação com a saúde como um capital social e econômico, e a medicalização da vida dos trabalhadores como forma de controle social.
Foucault distingue a Medicina de Estado (Alemanha, séc. XVII), a Medicina Urbana (França, séc. XVIII) e a Medicina da Força de Trabalho (Inglaterra, séc. XIX), cada uma com focos e contextos históricos distintos.
Surgida na Inglaterra no século XIX, seu objetivo era promover uma assistência controlada aos pobres, visando manter a força de trabalho produtiva e evitar a propagação de doenças que pudessem afetar a economia.
O conceito de Medicina Social de Foucault ajuda a compreender as origens históricas das intervenções estatais na saúde, revelando como a medicina se tornou um instrumento de controle e gestão populacional, com implicações para a biopolítica contemporânea.
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