UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2019
A medicina preventiva tem se desenvolvido na direção do que Geoffrey Rose chamou de estratégia preventiva de alto risco: controlar ou reduzir riscos em segmentos selecionados da população identificados como de alto risco para uma doença ou agravo, como se faz com a hipertensão arterial. Isso tem vantagens e desvantagens. Assinale a alternativa que indica uma desvantagem.
Estratégia preventiva de alto risco (Geoffrey Rose) tem pouco impacto na morbimortalidade coletiva, focando apenas nos indivíduos de maior risco.
A estratégia de alto risco, proposta por Geoffrey Rose, foca na identificação e intervenção em indivíduos com maior risco de desenvolver uma doença. Embora eficaz para o indivíduo, sua desvantagem é o impacto limitado na morbimortalidade total da população, pois a maioria dos casos de doenças crônicas surge de pessoas com risco médio.
A medicina preventiva é um pilar fundamental da saúde pública, buscando evitar o surgimento de doenças ou suas complicações. Geoffrey Rose, um epidemiologista britânico, descreveu duas estratégias principais de prevenção: a estratégia de alto risco e a estratégia populacional. A estratégia de alto risco concentra-se em identificar e intervir em indivíduos que já apresentam fatores de risco elevados para uma determinada doença, como o rastreamento e tratamento de hipertensos para prevenir eventos cardiovasculares. Embora a estratégia de alto risco seja clinicamente atraente e muitas vezes percebida como custo-efetiva para o indivíduo, ela apresenta desvantagens significativas do ponto de vista da saúde coletiva. Uma das principais desvantagens é o seu impacto relativamente pequeno na morbimortalidade cardiovascular coletiva. Isso ocorre porque, mesmo que os indivíduos de alto risco tenham uma probabilidade maior de desenvolver a doença, a maior parte dos casos de doenças crônicas na população surge de um grande número de pessoas com risco médio, e não apenas dos poucos com risco muito elevado. Além disso, a estratégia de alto risco pode levar à 'medicalização' de indivíduos saudáveis, à dificuldade de identificar todos os indivíduos de alto risco e à necessidade de intervenções contínuas. Para residentes, é crucial entender que ambas as estratégias são complementares, mas que a estratégia populacional, ao deslocar a curva de risco de toda a população para a esquerda, tende a ter um impacto mais substancial na saúde pública geral.
A estratégia de alto risco foca na identificação de indivíduos com maior probabilidade de desenvolver uma doença (ex: hipertensos) e na aplicação de intervenções específicas para reduzir seu risco, visando proteger os mais vulneráveis.
A principal desvantagem é o seu impacto limitado na morbimortalidade coletiva. Embora beneficie os indivíduos de alto risco, a maioria dos casos de doenças crônicas na população surge de um grande número de pessoas com risco médio, não apenas dos poucos com risco muito elevado.
A estratégia de alto risco visa reduzir o risco em indivíduos específicos, enquanto a estratégia populacional busca reduzir o risco médio de toda a população, mesmo que em pequena escala para cada indivíduo. A estratégia populacional geralmente tem um impacto maior na morbimortalidade geral.
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