USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2025
Mulher, 60 anos de idade, comparece para primeira consulta, não possui doenças conhecidas e é assintomática. Nega história familiar de câncer na família. Ao exame clínico, apresentou PA de 120x80 mmHg, pulso de 80 bpm, rítmico. IMC de 26 kg/m². Além de rastreio para diabetes, dislipidemia, neoplasia de mama e cólon, está recomendado(a):
Check-up 60 anos assintomática → Rastrear Sífilis, HIV e Hepatites (além de mamas, cólon e colo).
O rastreio de sífilis é recomendado para adultos, incluindo idosos, como parte da vigilância epidemiológica de infecções sexualmente transmissíveis, mesmo em pacientes assintomáticos.
O rastreamento (screening) visa detectar doenças em fase pré-clínica para reduzir a morbimortalidade. Em idosos, as diretrizes enfatizam o rastreio de neoplasias comuns e doenças infecciosas crônicas. A sífilis, causada pelo *Treponema pallidum*, é rastreada via testes treponêmicos ou não-treponêmicos (VDRL). Além disso, o rastreio de Diabetes Mellitus (glicemia de jejum ou HbA1c) e Dislipidemia (perfil lipídico) é essencial para estratificação de risco cardiovascular. A prática médica deve focar em exames com alto valor preditivo e evitar a 'cascata diagnóstica' gerada por exames de imagem desnecessários em pacientes sem queixas.
Houve um aumento significativo na incidência de sífilis e outras ISTs na população idosa nos últimos anos. Muitos idosos permanecem sexualmente ativos e não utilizam preservativos. Como a sífilis pode ter longos períodos de latência assintomática (sífilis latente), o rastreio sorológico é fundamental para prevenir complicações tardias, como a neurossífilis.
Para uma mulher de 60 anos, as recomendações incluem: Câncer de Mama (mamografia bienal até os 75 anos), Câncer de Cólon e Reto (colonoscopia a cada 10 anos ou pesquisa de sangue oculto anual até os 75 anos) e Câncer de Colo do Útero (Papanicolau até os 64 anos, se exames anteriores foram normais).
O rastreio de câncer de tireoide com USG em assintomáticos não reduz a mortalidade e leva a biópsias desnecessárias de nódulos benignos (overdiagnosis). Já a dosagem de Vitamina D não é recomendada para a população geral assintomática sem fatores de risco para osteoporose ou má-absorção, conforme princípios de prevenção quaternária.
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