Medicina de Família: Abordagem Integral em Casos Complexos

Pontifícia Universidade Católica do Paraná - Campus Curitiba — Prova 2025

Enunciado

Uma paciente de 45 anos, mãe solo de três filhos pequenos, procura a unidade de saúde devido a uma dor lombar persistente e insônia. Ela trabalha como diarista, não tem apoio familiar e vive em uma comunidade com acesso limitado a serviços de saúde. A paciente está visivelmente estressada, com dificuldade em conciliar suas responsabilidades e em seguir tratamentos médicos anteriores. No histórico, já foi diagnosticada com depressão e hipertensão, mas abandonou o acompanhamento por falta de tempo e recursos.Durante a consulta, a paciente admite que tem dificuldades em confiar nos profissionais de saúde e diz que já passou por muitas consultas sem conseguir resolver seus problemas. O sistema de saúde local relata que a paciente teve várias faltas em consultas agendadas.Qual seria a conduta mais adequada para este caso, com base nos princípios da Medicina de Família e Comunidade?

Alternativas

  1. A) Encaminhar a paciente para atendimento psiquiátrico especializado, pois a depressão e as faltas em consultas indicam necessidade de atendimento em nível terciário.
  2. B) Estabelecer uma relação de confiança com a paciente, criando um plano de cuidado que considere suas limitações sociais e promova o acompanhamento contínuo de forma acessível.
  3. C) Priorizar o tratamento da dor lombar com medicações analgésicas potentes, para proporcionar alívio rápido e melhorar a adesão ao tratamento.
  4. D) Programar consultas semanais na unidade de saúde, sem necessidade de flexibilização, para garantir que a paciente siga o tratamento corretamente.
  5. E) Prescrever antidepressivos e encaminhá-la para atendimento psicológico, sem necessidade de abordar fatores sociais, pois o foco deve ser o controle da depressão.

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