CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2025
Um paciente de 35 anos comparece à unidade de saúde com queixas de aumento do estresse e dificuldades em conciliar o sono. Ele relata que trabalha sob alta pressão e sente-se desmotivado. De acordo com as diretrizes da Medicina de Família e Comunidade, que enfatizam a abordagem integral e contínua, qual seria a conduta mais indicada pelo profissional de saúde?
MFC: estresse/insônia → abordagem integral, apoio psicossocial, plano autocuidado, acompanhamento contínuo.
A Medicina de Família e Comunidade (MFC) preconiza uma abordagem integral e contínua do paciente, especialmente em queixas multifatoriais como estresse e insônia. Em vez de apenas medicar ou encaminhar, o profissional de MFC deve oferecer apoio psicossocial, desenvolver um plano de autocuidado personalizado e manter um acompanhamento regular para fortalecer o vínculo e a autonomia do paciente.
A Medicina de Família e Comunidade (MFC) é uma especialidade que se baseia nos princípios da atenção primária à saúde, enfatizando a abordagem integral, longitudinal e centrada na pessoa. Diante de queixas como aumento do estresse e dificuldades em conciliar o sono, que frequentemente têm múltiplos fatores etiológicos (biológicos, psicológicos e sociais), a conduta do profissional de MFC deve ser abrangente e contínua. A abordagem mais indicada não é o encaminhamento imediato a um especialista ou a prescrição isolada de medicamentos. Pelo contrário, o profissional de MFC deve primeiramente acolher o paciente, investigar as causas do estresse e da insônia em seu contexto de vida (trabalho, família, hábitos), e oferecer apoio psicossocial. Isso pode incluir escuta ativa, aconselhamento, psicoeducação sobre manejo do estresse e higiene do sono. Adicionalmente, é fundamental desenvolver um plano de autocuidado em conjunto com o paciente, que pode envolver mudanças no estilo de vida, técnicas de relaxamento, exercícios físicos e estratégias para melhorar a qualidade do sono. O acompanhamento contínuo é crucial para monitorar a evolução, ajustar as intervenções e fortalecer o vínculo terapêutico, garantindo um suporte prolongado e a autonomia do paciente na gestão de sua saúde.
Os princípios incluem a longitudinalidade, integralidade, coordenação do cuidado, centralidade na pessoa, orientação familiar e comunitária, e competência cultural.
Um plano de autocuidado envolve estratégias como técnicas de relaxamento, higiene do sono, atividade física regular, alimentação saudável e manejo do tempo, capacitando o paciente a gerenciar seus sintomas.
O acompanhamento contínuo permite ao profissional construir um vínculo de confiança, monitorar a evolução dos sintomas, ajustar o plano de cuidado e oferecer suporte emocional prolongado, essencial para condições crônicas como o estresse.
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