SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2020
Com base nos quatro princípios fundamentais da Medicina de Família e Comunidade (MFC),
MFC: Relação médico-paciente é pilar, com reconhecimento do desequilíbrio de poder e foco na pessoa.
A Medicina de Família e Comunidade se baseia em princípios que priorizam a relação médico-paciente, o cuidado longitudinal e a abordagem centrada na pessoa. O reconhecimento do desequilíbrio de poder é fundamental para uma prática ética e humanizada.
A Medicina de Família e Comunidade (MFC) é uma especialidade médica que se fundamenta em um conjunto de princípios essenciais para a promoção da saúde e o cuidado integral. Esses princípios guiam a prática do médico de família, que atua na Atenção Primária à Saúde, sendo o primeiro contato e o coordenador do cuidado ao longo da vida dos indivíduos e suas famílias. Um dos pilares mais importantes da MFC é a relação médico-paciente, que deve ser construída sobre a confiança, o respeito e a empatia. O médico de família compreende que existe um inerente desequilíbrio de poder nessa relação e, por isso, busca ativamente empoderar o paciente, promovendo sua autonomia e participação nas decisões sobre sua saúde. A abordagem é centrada na pessoa, e não apenas na doença. A prática da MFC se estende além do consultório, abrangendo o domicílio e a comunidade, e é influenciada pelos fatores sociais e culturais do ambiente. O médico de família e comunidade deve ter uma visão holística do paciente, considerando os aspectos biológicos, psicológicos e sociais, e assegurar um cuidado continuado e coordenado, visando a manutenção da saúde e a prevenção de doenças, não apenas o tratamento de condições agudas.
Os pilares incluem o cuidado centrado na pessoa, a longitudinalidade, a integralidade, a coordenação do cuidado, a orientação familiar e comunitária, a competência cultural e a forte relação médico-paciente.
A MFC reconhece esse desequilíbrio e busca mitigá-lo através da promoção da autonomia do paciente, da escuta ativa, da comunicação clara e da tomada de decisão compartilhada, colocando a pessoa em primeiro lugar e valorizando sua perspectiva.
A longitudinalidade permite que o médico acompanhe o paciente e sua família ao longo do tempo, construindo uma relação de confiança, compreendendo o contexto de vida e oferecendo um cuidado mais abrangente, preventivo e eficaz, adaptado às suas necessidades contínuas.
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