UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
Sobre a afirmação “A história da Medicina de Família e Comunidade (MFC), que inicialmente se chamava Medicina Geral e Comunitária, andou sempre muito junta do SUS, inclusive com organizações e ampliações do sistema de saúde e da formação em MFC.” Considerando o contexto proposto, assinale a alternativa correta:
Expansão do PSF (ESF) a partir dos anos 2000 = marco fundamental para o crescimento da MFC no Brasil.
A Medicina de Família e Comunidade (MFC) no Brasil teve um impulso significativo com a expansão do Programa de Saúde da Família (PSF), posteriormente Estratégia Saúde da Família (ESF), a partir dos anos 2000. Este programa foi crucial para a valorização da atenção primária e a criação de demanda por profissionais com essa especialidade, consolidando sua importância no Sistema Único de Saúde (SUS).
A Medicina de Família e Comunidade (MFC), anteriormente conhecida como Medicina Geral e Comunitária, possui uma trajetória intrinsecamente ligada ao desenvolvimento do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil. Embora suas raízes possam ser traçadas a movimentos anteriores de saúde pública e medicina comunitária, a especialidade ganhou força e reconhecimento com a implementação e expansão das políticas de atenção primária à saúde no país. Um marco fundamental para o crescimento da MFC foi a criação do Programa de Saúde da Família (PSF) em 1994, que posteriormente se tornou a Estratégia Saúde da Família (ESF). A partir dos anos 2000, a ESF teve uma expansão significativa, tornando-se o modelo preferencial para a organização da Atenção Primária à Saúde (APS) no SUS. Essa expansão gerou uma demanda crescente por médicos com formação em MFC, impulsionando a criação de programas de residência e a valorização da especialidade como pilar do sistema de saúde. A MFC é crucial para a efetividade do SUS, pois atua como porta de entrada, coordenadora do cuidado e promotora da saúde em todos os níveis. A Lei Mais Médicos, instituída em 2013, também contribuiu para a ampliação do número de profissionais na APS, embora a expansão do PSF/ESF tenha sido o motor inicial e mais duradouro para o desenvolvimento da especialidade. Compreender essa história é essencial para residentes, pois contextualiza o papel do médico de família e comunidade na saúde brasileira.
A MFC é a base da Atenção Primária à Saúde (APS) no SUS, atuando como porta de entrada preferencial e coordenadora do cuidado. Ela promove a integralidade, longitudinalidade e o cuidado centrado na pessoa e na família, sendo essencial para a resolutividade e a eficiência do sistema de saúde.
O PSF (posteriormente ESF) criou uma estrutura organizacional para a APS, demandando equipes multiprofissionais com médicos de família. Isso gerou a necessidade de formação de mais especialistas em MFC, impulsionando a criação de residências e o reconhecimento da especialidade como fundamental para a organização da atenção à saúde no país.
A MFC promove princípios como o primeiro contato, a longitudinalidade (acompanhamento ao longo do tempo), a integralidade (cuidado abrangente) e a coordenação do cuidado. Além disso, enfatiza a orientação familiar e comunitária, considerando o contexto social e cultural dos pacientes.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo