UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2025
Paciente masculino, 45 anos, agricultor, morador de uma área rural no interior do Rio Grande do Sul. História Clínica: O paciente foi atendido em um hospital de campanha três semanas após uma enchente que devastou sua comunidade. Ele relata múltiplos problemas de saúde desde que foi deslocado para um abrigo temporário superlotado. Nos últimos sete dias, desenvolveu diarreia aquosa, associada a dores abdominais e vômitos. Além disso, descreve episódios de febre intermitente, cefaleia e dor retroorbitária. O paciente também apresenta uma lesão puntiforme no pé direito, resultado de uma ferida causada por um pedaço de metal enferrujado durante a enchente. Relata, ainda, dores musculares e cãibras nos últimos dias. Sua esposa, que está no mesmo abrigo, desenvolveu sintomas respiratórios agudos. Ele expressa preocupação com a segurança das filhas adolescentes, temendo violência sexual no abrigoExames Físicos:-PA: 90/60 mmHg-FC:105 bpm-Temperatura:38,4°C Ao exame físico revela desidratação moderada, abdome doloroso à palpação difusa, lesão puntiforme com eritema e edema no pé direito, além de icterícia leve.História de Saúde: Paciente hipertenso, em uso irregular de medicamentos. Tem histórico de episódios anteriores de dengue, mas nunca apresentou hepatite ou outra doença infecciosa crônica.Além dos problemas físicos, o paciente expressa preocupação com a segurança das filhas adolescentes e o risco de violência sexual no abrigo. Qual é a intervenção prioritária para lidar com esse problema de saúde pública em situações de desastres?
Segurança em abrigos → Separação por gênero + Iluminação + Vigilância = Prevenção de violência sexual.
Em situações de desastres e abrigamento, a vulnerabilidade a abusos aumenta; medidas estruturais como separação por gênero são prioridades de saúde pública e proteção.
Desastres naturais, como enchentes, desestruturam o tecido social e aumentam a vulnerabilidade de grupos específicos, como mulheres e adolescentes. Em abrigos temporários, a superlotação e a falta de privacidade são fatores de risco críticos para violência sexual. A intervenção prioritária não é apenas clínica, mas administrativa e logística: a separação de dormitórios por gênero e o reforço da segurança são estratégias fundamentais de redução de danos. O profissional de saúde deve estar atento não apenas às doenças infecciosas prevalentes em enchentes (como leptospirose ou dengue), mas também à integridade biopsicossocial e segurança dos abrigados.
A prioridade é a organização do espaço físico para garantir segurança, incluindo separação por gênero, iluminação adequada de áreas comuns e banheiros, e vigilância constante para mitigar riscos de violência.
Através de políticas de proteção ativa, treinamento de equipes para detecção de riscos e estruturação de ambientes que respeitem a privacidade e integridade física dos deslocados.
Além do atendimento clínico, o médico deve atuar na vigilância sanitária, epidemiológica e na identificação de determinantes sociais que coloquem a população em risco, como a falta de segurança estrutural.
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