Medicina Baseada em Evidências: Níveis de Evidência I

Universidade Estadual do Piauí - Campus Teresina — Prova 2016

Enunciado

A denominada medicina baseada em evidências (MBE) originou-se do movimento da epidemiologia clínica anglo-saxônica iniciado na Universidade McMaster no Canadá no início dos anos noventa. É definida em termos genéricos como o “processo de sistematicamente descobrir, avaliar e usar achados de investigações como base para decisões clínicas” (Evidence Based Medicine Working Group, 1992). Atualmente, a MBE está bastante em voga no âmbito biomédico, assumindo um papel de destaque, de tal modo que suas influências nas condutas médicas se manifestam significativamente. Sobre o exercício da medicina sob a ótica da MBE, faz-se possível afirmar, CORRETAMENTE:

Alternativas

  1. A) Os adeptos da MBE propõem uma escala tipológica da força das evidências que deve ser considerada para os processos decisórios nas práticas biomédicas, onde os tipos e níveis de evidências variam de I a V, sendo o nível V considerado uma evidência pobre, em desacordo com consensos e diretrizes, observada em raros estudos.
  2. B) A MBE pretende apoiar a experiência clínica com dados independentes da epidemiologia clínica, baseando-se em revisões sistemáticas da literatura.
  3. C) Considera-se como evidência nível I, aquela evidência forte de, pelo menos, uma revisão sistemática (metanálise) de múltiplos estudos randomizados controlados bem delineados.
  4. D) Não é possível realizar medicina na Atenção Básica (AB) usando critérios de MBE, uma vez que os recursos tecnológicos empregados na AB são mais discretos e menos onerosos.
  5. E) O enfoque da MBE pretende eminentemente se desvincular das tradições da razão cientificista.

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