UFSM/HUSM - Hospital Universitário de Santa Maria (RS) — Prova 2017
Sobre a prática de Medicina Baseada em Evidências e Epidemiologia Aplicada à Clínica, analise as afirmativas a seguir:I – Foram desenvolvidos sistemas de hierarquização de níveis de evidências, baseados na valorização do rigor metodológico do delineamento da pesquisa e na priorização de pesquisas com seres humanos, em especial aquelas com desfechos clínicos significativos para o paciente e para a sociedade, como estratégia de identificação das evidências mais relevantes para a clínica;II – São considerados desfechos clínicos finais importantes em pesquisas com seres humanos, os quais devem ser priorizados na hierarquização de evidências: sobrevida, taxa de mortalidade e taxa de controle da patologia; enquanto custos do tratamento, taxa de cura e taxa de recidiva da doença são considerados desfechos intermediários ou substitutos, os quais geram evidências provisórias;III – A Medicina Baseada em evidências é o uso consciente, explicito e judicioso das melhores evidências científicas atuais disponíveis para a tomada de decisões sobre o cuidado com os pacientes;IV – Quanto à validade de um teste diagnóstico, ao compará-lo com o padrão ouro, sabe-se que a sensibilidade é a capacidade do teste em acertar a proporção de verdadeiros- positivos entre os positivos, sendo que testes altamente sensíveis detectam quase todos os doentes;V – Quanto à validade de um teste diagnóstico, ao compará-lo com o padrão-ouro, sabe-se que especificidade é a capacidade do teste em identificar os indivíduos que não possuem a doença, ou seja, os verdadeiros-negativos entre os negativos.Estão corretas:
MBE = uso judicioso de evidências. Sensibilidade = VP/doentes. Especificidade = VN/não doentes.
A Medicina Baseada em Evidências prioriza estudos com alto rigor metodológico e desfechos clínicos finais relevantes. A sensibilidade de um teste mede sua capacidade de identificar corretamente os doentes, enquanto a especificidade mede a capacidade de identificar corretamente os não doentes.
A Medicina Baseada em Evidências (MBE) representa uma abordagem fundamental na prática clínica moderna, promovendo o uso consciente, explícito e judicioso das melhores evidências científicas disponíveis para a tomada de decisões sobre o cuidado dos pacientes. Este conceito integra a experiência clínica individual com a melhor evidência externa disponível, proveniente de pesquisas sistemáticas. A hierarquização dos níveis de evidência é crucial, valorizando estudos com maior rigor metodológico, como ensaios clínicos randomizados e revisões sistemáticas, e priorizando desfechos clínicos significativos para o paciente e a sociedade. A compreensão dos desfechos em pesquisa é vital. Desfechos clínicos finais, como sobrevida, taxa de mortalidade e taxa de cura ou recidiva da doença, são os mais relevantes, pois impactam diretamente a saúde e qualidade de vida do paciente. Desfechos intermediários ou substitutos, como marcadores bioquímicos ou fisiológicos, podem ser úteis, mas geram evidências provisórias e devem ser interpretados com cautela, pois nem sempre se correlacionam perfeitamente com os desfechos finais. No campo dos testes diagnósticos, a validade é avaliada por sensibilidade e especificidade. A sensibilidade é a capacidade do teste em identificar corretamente os indivíduos doentes (verdadeiros-positivos entre os doentes), sendo que testes altamente sensíveis são excelentes para rastreamento, pois minimizam falsos negativos. A especificidade, por sua vez, é a capacidade do teste em identificar corretamente os indivíduos que não possuem a doença (verdadeiros-negativos entre os não doentes), sendo crucial para testes confirmatórios, pois minimiza falsos positivos. O entendimento desses conceitos é essencial para a interpretação correta dos resultados e a aplicação clínica adequada.
Os níveis de evidência hierarquizam a qualidade e o rigor metodológico dos estudos, priorizando ensaios clínicos randomizados e revisões sistemáticas como as mais altas evidências para a tomada de decisão clínica.
Desfechos finais são resultados diretamente relevantes para o paciente (ex: mortalidade, sobrevida, qualidade de vida). Desfechos substitutos são marcadores laboratoriais ou fisiológicos que podem predizer um desfecho final, mas não são o desfecho em si (ex: redução da pressão arterial para doença cardiovascular).
Um teste altamente sensível é bom para rastreamento, pois identifica a maioria dos doentes (poucos falsos negativos). Um teste altamente específico é bom para confirmação, pois identifica a maioria dos não doentes (poucos falsos positivos).
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