Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2023
A medição do D-dímero, um produto de degradação do coágulo de fibrina reticulado:
D-dímero negativo → alta sensibilidade para excluir TVP/TEP em pacientes de baixo risco.
O D-dímero é um marcador de degradação de fibrina e seu principal uso é na exclusão de trombembolismo venoso (TEV) em pacientes com baixa ou intermediária probabilidade pré-teste, devido ao seu alto valor preditivo negativo. Um resultado negativo torna o diagnóstico de TEV improvável.
O D-dímero é um produto de degradação da fibrina reticulada, formado pela ação da plasmina sobre um coágulo de fibrina. Sua medição é um exame laboratorial amplamente utilizado na medicina de urgência e em diversas especialidades, principalmente na investigação de condições trombóticas. A importância clínica reside na sua capacidade de refletir a ativação da coagulação e fibrinólise, sendo um marcador sensível para a presença de trombos. No contexto do trombembolismo venoso (TEV), que inclui a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (TEP), o D-dímero desempenha um papel crucial. Ele é utilizado como um teste de triagem para excluir o diagnóstico de TEV em pacientes com baixa ou intermediária probabilidade pré-teste, conforme avaliado por escores clínicos como o de Wells ou Geneva. Um resultado negativo do D-dímero, nesses cenários, possui um alto valor preditivo negativo, tornando o diagnóstico de TEV altamente improvável e, muitas vezes, dispensando a necessidade de exames de imagem mais invasivos. É fundamental compreender que, embora o D-dímero seja altamente sensível, ele é pouco específico. Isso significa que um resultado positivo pode ser encontrado em diversas outras condições clínicas, como infecções, inflamações, cirurgias recentes, trauma, gravidez, câncer e doenças hepáticas, sem que haja necessariamente um TEV. Portanto, o D-dímero não deve ser usado para confirmar o diagnóstico de TEV, mas sim para auxiliar na sua exclusão, especialmente em pacientes com baixa probabilidade pré-teste, otimizando a investigação diagnóstica e evitando sobrecarga de exames.
O D-dímero deve ser solicitado em pacientes com baixa ou intermediária probabilidade pré-teste de trombembolismo venoso (TVP ou TEP), conforme escores de Wells ou Geneva, para auxiliar na exclusão da doença.
Não, um D-dímero elevado é inespecífico e pode ocorrer em diversas condições como infecções, inflamações, cirurgias recentes, gravidez, câncer e trauma. Seu principal valor é o alto valor preditivo negativo.
Um D-dímero negativo, especialmente em pacientes com baixa probabilidade pré-teste, tem um alto valor preditivo negativo, o que significa que ele é eficaz em descartar a presença de trombembolismo venoso, evitando exames de imagem desnecessários.
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