IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2015
Recentemente, foi realizada uma metanálise para associar o uso de medicamentos a quedas em idosos. Assinale a alternativa que apresenta qual das classes abaixo tem menor associação com quedas nessa população:
Idosos: Hipnóticos, sedativos, BZD e antidepressivos ↑ risco de quedas > Opioides.
Medicamentos que afetam o sistema nervoso central, como benzodiazepínicos, hipnóticos e alguns antidepressivos, são conhecidos por aumentar significativamente o risco de quedas em idosos devido a sedação, tontura e comprometimento do equilíbrio. Embora opioides também apresentem riscos, estudos sugerem uma associação relativamente menor com quedas em comparação com as outras classes mencionadas.
As quedas em idosos representam um grave problema de saúde pública, com alta morbidade e mortalidade. A polifarmácia, definida pelo uso de múltiplos medicamentos, é um dos principais fatores de risco modificáveis. Compreender quais classes farmacológicas estão mais associadas a quedas é crucial para a prevenção e manejo adequado, especialmente em pacientes geriátricos. Medicamentos que atuam no sistema nervoso central, como benzodiazepínicos, hipnóticos, sedativos e antidepressivos tricíclicos, são particularmente preocupantes devido aos seus efeitos sedativos, hipotensores e de comprometimento do equilíbrio e da cognição. A fisiopatologia das quedas medicamentosas envolve múltiplos mecanismos, incluindo hipotensão ortostática, sedação excessiva, tontura, ataxia e confusão mental. A avaliação do risco de quedas deve ser parte integrante da consulta geriátrica, com revisão contínua da medicação do paciente. A desprescrição de medicamentos desnecessários ou a substituição por alternativas mais seguras são estratégias fundamentais para reduzir esse risco. É importante ressaltar que, embora opioides também apresentem riscos, a evidência sugere que sua associação com quedas pode ser menor em comparação com as classes de psicotrópicos que afetam mais diretamente o equilíbrio e a cognição. Para a prática clínica e provas de residência, é fundamental que o residente saiba identificar os medicamentos de alto risco para quedas e as estratégias de manejo. A abordagem deve ser individualizada, considerando o balanço entre os benefícios terapêuticos e os riscos de cada fármaco. A educação do paciente e de seus cuidadores sobre os riscos e a importância da adesão e monitoramento também são componentes essenciais do cuidado.
Classes como benzodiazepínicos, hipnóticos, sedativos e alguns antidepressivos são as que mais aumentam o risco de quedas em idosos devido aos seus efeitos no SNC, como sedação e tontura.
Embora opioides possam causar sedação, estudos indicam que seu impacto direto no equilíbrio e na cognição, que levam a quedas, é relativamente menor do que o de benzodiazepínicos e hipnóticos, que afetam mais diretamente a coordenação motora e o estado de alerta.
A avaliação deve incluir uma revisão completa da polifarmácia, identificação de medicamentos de alto risco, avaliação da função cognitiva e motora do paciente, e consideração de desprescrição ou ajuste de doses.
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