UFRN/EMCM - Escola Multicampi de Ciências Médicas (RN) — Prova 2020
A respeito do aleitamento materno e uso de medicamentos pela mãe é incorreto afirmar:
Amamentação e medicamentos: preferir fármacos de CURTA ação, terapia tópica/local, e sempre avaliar risco-benefício. NÃO preferir ação prolongada.
Ao prescrever medicamentos para mães lactantes, a prioridade é minimizar a exposição do lactente. Isso inclui preferir fármacos de curta ação (que são eliminados mais rapidamente), terapia tópica ou local, e sempre ponderar o risco-benefício. Fármacos de ação prolongada são geralmente menos preferíveis devido ao maior tempo de exposição do bebê.
A prescrição de medicamentos para mães lactantes é um desafio clínico que exige uma avaliação cuidadosa do risco-benefício, visando proteger o lactente sem comprometer a saúde materna ou o aleitamento materno. O princípio fundamental é que a amamentação deve ser mantida sempre que possível, interrompendo-a apenas em situações de risco comprovado ou incerteza significativa sem alternativas. Ao escolher um medicamento, deve-se considerar suas características farmacocinéticas (peso molecular, lipossolubilidade, ligação proteica, meia-vida) e farmacodinâmicas, que influenciam sua passagem para o leite materno e seus efeitos no bebê. Recomenda-se preferir fármacos de curta ação, pois são eliminados mais rapidamente, e optar por vias de administração tópicas ou locais para minimizar a exposição sistêmica. Além disso, a dose deve ser a menor eficaz e o tempo de tratamento o mais curto possível. É crucial que os profissionais de saúde estejam atualizados sobre as informações de segurança dos medicamentos na lactação, utilizando fontes confiáveis. A interrupção da amamentação deve ser uma medida de último recurso, após esgotar todas as opções de tratamento seguro. A educação da mãe sobre o uso correto do medicamento e a observação de possíveis efeitos adversos no lactente são partes integrantes do manejo.
Os princípios fundamentais incluem a avaliação cuidadosa do risco-benefício para a mãe e o lactente, a preferência por fármacos com menor excreção no leite materno, a escolha de medicamentos de curta ação e a preferência por vias de administração tópicas ou locais sempre que possível.
Fármacos de curta ação são preferíveis porque são eliminados mais rapidamente do organismo materno, reduzindo o tempo de exposição do lactente ao medicamento. Isso permite que a mãe amamente em um período em que a concentração do fármaco no leite é menor, minimizando os riscos.
A amamentação só deve ser interrompida ou desencorajada se houver evidência substancial de que o fármaco é nocivo para o lactente, ou quando não houver informações suficientes sobre sua segurança e o fármaco não puder ser substituído por uma alternativa mais segura e conhecida.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo